Alô, MP! Alego fecha semestre com 6 mil comissionados e gasta R$ 48,6 milhões só em junho
A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) encerrou o primeiro semestre de 2026 com 6.003 servidores comissionados. Só em junho, a despesa com a folha desses cargos de livre nomeação atingiu R$ 48.688.330,98, segundo dados do jornal Popular. O número acende um alerta em pleno ano eleitoral.
O tamanho da máquina comissionada
Os 6.003 servidores comissionados representam a força de trabalho nomeada sem concurso público, por critérios políticos. Em junho, a Casa de Leis desembolsou quase R$ 48,7 milhões apenas com essa parcela da folha. O valor é expressivo para um único mês e levanta questões sobre a gestão de pessoal em um período de campanha.
Como os números se comparam?
Embora a fonte não forneça comparativos históricos, o patamar de 6 mil comissionados coloca a Alego entre as assembleias com maior número de cargos de livre nomeação no país. A despesa mensal de R$ 48,6 milhões sugere um custo médio por comissionado de aproximadamente R$ 8.100, o que está acima da média do funcionalismo público goiano.
Ano eleitoral e o olhar do Ministério Público
O título original da reportagem, "Alô, MP!", indica que o dado serve como um chamado de atenção para o Ministério Público. Em ano eleitoral, o crescimento de cargos comissionados pode configurar prática vedada, como a contratação de pessoal nos meses que antecedem o pleito. A legislação eleitoral proíbe a nomeação de servidores públicos nos três meses anteriores à eleição, salvo exceções.
O que diz a lei?
A Lei das Eleições (Lei nº 9.504/97) veda a nomeação de servidores públicos nos três meses que antecedem o pleito, exceto para cargos comissionados declarados em lei de livre nomeação e exoneração. A Alego, como poder legislativo estadual, tem autonomia para definir seu quadro, mas o volume de 6 mil comissionados em junho chama a atenção.
A estrutura da Assembleia Legislativa de Goiás
A Alego é composta por 41 deputados estaduais. Cada parlamentar pode nomear dezenas de assessores, além dos cargos da administração direta da Casa. Os 6.003 comissionados indicam uma máquina robusta, que consome recursos significativos da folha de pagamento.
Quem são esses servidores?
A fonte não detalha a distribuição por gabinete ou função. Mas, em assembleias legislativas, os comissionados ocupam postos de assessoramento parlamentar, chefias de gabinete, diretorias e funções administrativas. A ausência de concurso público para esses cargos os torna alvo de críticas sobre eficiência e transparência.
O impacto financeiro
A despesa de R$ 48.688.330,98 com a folha de comissionados em junho representa um custo anualizado de aproximadamente R$ 584 milhões, considerando apenas essa rubrica. Esse valor compete com outras prioridades do orçamento estadual, como saúde, educação e infraestrutura.
Para onde vai o dinheiro?
Cada R$ 1 gasto com comissionados é um R$ 1 que deixa de ser investido em políticas públicas. Em um estado como Goiás, que enfrenta desafios de desenvolvimento, o tamanho da máquina legislativa é um ponto de debate.
A reação da sociedade e dos órgãos de controle
A publicação dos dados pelo jornal Popular gerou repercussão. O título "Alô, MP!" é um convite direto para que o Ministério Público de Goiás (MP-GO) investigue a legalidade das nomeações e a eventual prática de abuso de poder político em ano eleitoral.
O que o MP pode fazer?
O MP-GO pode abrir inquérito civil para apurar se houve contratações irregulares, como a nomeação de servidores sem justificativa técnica ou em desrespeito ao período de vedação eleitoral. Também pode solicitar a lista nominal dos comissionados e confrontar com as regras de transparência.
Transparência e controle social
Os dados da Alego são públicos, mas nem sempre de fácil acesso. A reportagem do Popular trouxe à luz números que estavam nos sistemas oficiais. A sociedade goiana pode utilizar portais de transparência para monitorar a evolução desses gastos.
Como acessar essas informações?
O Portal da Transparência da Alego disponibiliza a folha de pagamento detalhada. Qualquer cidadão pode consultar o número de servidores, os cargos e os valores pagos. A chave é manter o acompanhamento, especialmente em períodos eleitorais.
Perguntas Frequentes
Quantos servidores comissionados a Alego tem?
Segundo dados do jornal Popular, a Assembleia Legislativa de Goiás fechou o 1º semestre de 2026 com 6.003 servidores comissionados.
Quanto a Alego gastou com comissionados em junho de 2026?
A despesa com a folha dos cargos de livre nomeação em junho foi de R$ 48.688.330,98.
Por que o número de comissionados é relevante em ano eleitoral?
Em ano eleitoral, a nomeação de servidores pode configurar prática vedada pela Lei das Eleições, que restringe contratações nos três meses anteriores ao pleito.
O que significa "Alô, MP!" no título da reportagem?
É um chamado para que o Ministério Público de Goiás investigue a legalidade das nomeações e o volume de gastos com comissionados.
Onde posso consultar os dados oficiais da Alego?
Os dados estão disponíveis no Portal da Transparência da Assembleia Legislativa de Goiás, que divulga a folha de pagamento detalhada.
Qual a média de custo por comissionado na Alego?
Com base nos números divulgados, o custo médio por comissionado em junho foi de aproximadamente R$ 8.100.
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