# Anvisa amplia uso de remédios para lúpus e esclerose em crianças: entenda

> A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do uso pediátrico dos medicamentos Benlysta (belimumabe) para lúpus eritematoso sistêmico e Ocrevus (ocrelizumabe) para esclerose múltipla. As novas autorizações contemplam crianças e adolescentes com critérios específicos de idade, peso e gravidade da doença.

*Catavento · Análises e Críticas · 22 de julho de 2026 · Otávio Reinhardt Maia*

A Anvisa aprovou nesta segunda-feira (20) a ampliação do uso pediátrico de dois medicamentos: Benlysta, para lúpus, e Ocrevus, para esclerose múltipla. As novas autorizações contemplam crianças e adolescentes com critérios específicos de idade, peso e gravidade da doença. Entenda

## Anvisa amplia uso de remédios para lúpus e esclerose em crianças

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (20) a ampliação do uso pediátrico de dois medicamentos: o Benlysta, indicado contra o lúpus, e o Ocrevus, usado no tratamento da esclerose múltipla. As novas autorizações contemplam crianças e adolescentes com critérios específicos de idade, peso e gravidade da doença. A decisão representa um avanço no acesso a terapias biológicas para pacientes pediátricos com doenças autoimunes graves.

## O que mudou na autorização da Anvisa para crianças com lúpus e esclerose?

A Anvisa ampliou o uso pediátrico do Benlysta (belimumabe) para o tratamento de lúpus eritematoso sistêmico em crianças e adolescentes. O medicamento, que já era aprovado para adultos, agora pode ser prescrito para pacientes pediátricos que atendam a critérios específicos de idade, peso e gravidade da doença. A decisão foi baseada em estudos clínicos que demonstraram eficácia e segurança na população pediátrica.

Já o Ocrevus (ocrelizumabe), utilizado no tratamento da esclerose múltipla, também teve seu uso ampliado para crianças e adolescentes. O imunobiológico, que atua modulando o sistema imunológico para reduzir a inflamação no sistema nervoso central, agora pode ser indicado para pacientes mais jovens com formas ativas da doença.

## Critérios específicos para o uso de Benlysta e Ocrevus em crianças

As novas autorizações não são irrestritas. A Anvisa estabeleceu critérios específicos de idade, peso e gravidade da doença para cada medicamento. No caso do Benlysta, a indicação pediátrica considera pacientes com lúpus ativo que não responderam adequadamente a tratamentos convencionais. Para o Ocrevus, a autorização contempla crianças e adolescentes com esclerose múltipla remitente-recorrente, forma mais comum da doença.

Os critérios de peso também são relevantes, pois a dosagem de ambos os medicamentos é calculada com base no peso corporal. A gravidade da doença é avaliada por escalas clínicas validadas, que medem a atividade da doença e o impacto funcional.

## Como funcionam o Benlysta e o Ocrevus?

O Benlysta é um anticorpo monoclonal que inibe o fator ativador de células B (BAFF), reduzindo a produção de autoanticorpos que atacam o próprio organismo no lúpus. Já o Ocrevus é um anticorpo monoclonal que atua na depleção de células B CD20+, responsáveis pela produção de anticorpos que atacam a mielina no sistema nervoso central na esclerose múltipla.

Ambos são medicamentos biológicos, administrados por via intravenosa em infusões hospitalares. O tratamento exige monitoramento regular para avaliar resposta clínica e possíveis efeitos adversos.

## Por que a ampliação do uso pediátrico é relevante?

O lúpus e a esclerose múltipla são doenças autoimunes crônicas que podem afetar crianças e adolescentes, com impacto significativo na qualidade de vida. Até a decisão da Anvisa, as opções terapêuticas para pacientes pediátricos eram limitadas a imunossupressores convencionais, como corticosteroides e ciclofosfamida, que apresentam efeitos colaterais importantes a longo prazo.

A ampliação do uso do Benlysta e do Ocrevus oferece alternativas mais específicas e potencialmente menos tóxicas para o tratamento de crianças e adolescentes. A decisão da Anvisa segue a tendência de agências regulatórias internacionais, como a FDA (Food and Drug Administration), que já haviam aprovado o uso pediátrico de ambos os medicamentos.

## O que esperar do tratamento com Benlysta e Ocrevus em crianças?

O tratamento com Benlysta e Ocrevus exige infraestrutura hospitalar para administração intravenosa e acompanhamento multidisciplinar. A resposta clínica varia de paciente para paciente, mas estudos indicam redução da atividade da doença e melhora na qualidade de vida. Efeitos adversos incluem reações infusão, aumento do risco de infecções e, no caso do Ocrevus, risco de reativação de infecções latentes.

A Anvisa reforça que a prescrição deve ser feita por médicos especialistas em reumatologia pediátrica (para lúpus) ou neurologia pediátrica (para esclerose múltipla), com experiência no manejo de doenças autoimunes.

## Impacto da decisão da Anvisa no acesso a medicamentos biológicos para crianças

A ampliação do uso pediátrico do Benlysta e do Ocrevus pode ter impacto significativo no acesso a tratamentos biológicos para crianças com doenças autoimunes no Brasil. A decisão da Anvisa permite que médicos prescrevam esses medicamentos para pacientes pediátricos que atendam aos critérios estabelecidos, ampliando as opções terapêuticas.

No entanto, o acesso efetivo depende da incorporação ao SUS e da cobertura por planos de saúde. A Anvisa, como agência reguladora, autoriza o uso, mas a disponibilização depende de políticas de saúde pública e negociações com fabricantes.

## Perguntas Frequentes

### Quais crianças podem usar Benlysta?

Crianças e adolescentes com lúpus eritematoso sistêmico ativo que atendam aos critérios específicos de idade, peso e gravidade da doença estabelecidos pela Anvisa.

### Ocrevus é seguro para crianças?

Sim, a Anvisa aprovou o uso pediátrico do Ocrevus para crianças e adolescentes com esclerose múltipla remitente-recorrente, com base em estudos clínicos que demonstraram segurança e eficácia.

### Qual a diferença entre Benlysta e Ocrevus?

Benlysta é indicado para lúpus e atua inibindo o fator ativador de células B. Ocrevus é indicado para esclerose múltipla e atua na depleção de células B CD20+.

### Como é administrado o Benlysta em crianças?

O Benlysta é administrado por via intravenosa em infusões hospitalares, com dosagem calculada com base no peso corporal da criança.

### Ocrevus está disponível no SUS para crianças?

A Anvisa autorizou o uso pediátrico, mas a disponibilidade no SUS depende de incorporação pela Conitec e de políticas de saúde pública.

### Quais os efeitos colaterais do Benlysta em crianças?

Os efeitos colaterais incluem reações infusão, aumento do risco de infecções e, em alguns casos, reações alérgicas. O monitoramento médico é essencial.

### Anvisa aprovou outros medicamentos para crianças com lúpus?

A decisão desta segunda-feira (20) ampliou especificamente o uso do Benlysta para lúpus e do Ocrevus para esclerose múltipla em crianças e adolescentes.

lúpus infantil sintomas e tratamento esclerose múltipla em crianças: o que saber medicamentos biológicos para doenças autoimunes

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Fonte (canonical): https://catavento.art.br/analises-e-criticas/anvisa-amplia-uso-remedios-lupus-esclerose-criancas/
