Após falhas, CPTM reassume operação de linhas privatizadas em SP
Após falhas em três linhas de trem privatizadas da capital paulista nesta quinta-feira (23), a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte do estado (Artesp) determinou que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), empresa pública, retome a operação das linhas. As falhas aconteceram nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, de responsabilidade da concessionária Trivia Trens, que assumiu o controle na última terça-feira (21), após a privatização do serviço. Desde então, a operação tem enfrentado problemas.
Por que a CPTM reassume a operação após falhas?
A decisão da Artesp foi motivada por falhas consecutivas nas três linhas privatizadas. A agência determinou que a operação das linhas afetadas fosse retomada pela CPTM por um período inicial de até 90 dias. Segundo a Artesp, o contrato com a Trivia Trens prevê a transição operacional em etapas, com mecanismos de monitoramento que, se não atendidos de forma plena, dão segurança jurídica para o retorno da operação pela CPTM.
A Artesp afirmou ainda que vai apurar a responsabilidade da concessionária pelos problemas no serviço e identificar as causas das falhas. A medida visa garantir a continuidade do serviço público enquanto a situação é investigada.
O que aconteceu nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade?
Em nota, a concessionária Trivia Trens informou que, por volta das 5h40 desta quinta-feira, uma falha em uma composição provocou um problema elétrico entre as estações Tatuapé e Brás. Por precaução, foi interrompida a circulação dos trens para priorizar a segurança dos passageiros. Segundo a concessionária, a operação já foi totalmente regularizada.
Apesar da regularização, a Artesp optou pela retomada da operação pela CPTM. A concessionária não detalhou as causas técnicas da falha elétrica nem se há previsão de retorno ao controle das linhas.
Como funciona a transição operacional da CPTM?
A transição operacional está prevista em contrato com a Trivia Trens. Segundo a Artesp, o contrato estabelece etapas de transição e mecanismos de monitoramento. Quando esses mecanismos não são atendidos de forma plena, a agência tem segurança jurídica para determinar o retorno da operação pela CPTM. O período inicial é de até 90 dias, podendo ser prorrogado conforme avaliação técnica.
A CPTM, como empresa pública, já opera outras linhas do sistema metropolitano de São Paulo. A retomada das linhas afetadas envolve a mobilização de equipes, material rodante e sistemas de controle.
Quem é a Trivia Trens e o que diz a concessionária?
A Trivia Trens é a concessionária que assumiu o controle das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade na terça-feira (21). Desde então, a operação tem enfrentado problemas. Em nota, a concessionária informou que a falha ocorreu por volta das 5h40, em uma composição, provocando um problema elétrico entre as estações Tatuapé e Brás. A circulação foi interrompida por precaução, priorizando a segurança dos passageiros. A concessionária afirmou que a operação já foi totalmente regularizada.
A Artesp, no entanto, apurará a responsabilidade da concessionária pelos problemas. A agência não detalhou quais mecanismos contratuais deixaram de ser atendidos.
O que a Artesp investiga sobre as falhas?
A Artesp afirmou que vai apurar a responsabilidade da concessionária pelos problemas no serviço e identificar as causas das falhas. A investigação deve considerar as condições técnicas da operação, o cumprimento dos mecanismos de monitoramento previstos em contrato e as circunstâncias da falha elétrica entre as estações Tatuapé e Brás.
A agência não divulgou prazos para a conclusão da investigação nem sanções previstas para a concessionária.
O que muda para os passageiros das linhas afetadas?
Com a retomada da operação pela CPTM, os passageiros das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade devem ter continuidade do serviço. A CPTM é responsável pela operação por até 90 dias. A Artesp não informou se haverá mudanças nos horários, tarifas ou itinerários.
A concessionária Trivia Trens segue responsável pelo contrato, mas a operação fica a cargo da CPTM temporariamente.
Perguntas Frequentes
A CPTM vai operar as linhas por quanto tempo?
A Artesp determinou a retomada da operação pela CPTM por um período inicial de até 90 dias.
As falhas foram resolvidas?
Segundo a Trivia Trens, a operação foi totalmente regularizada após a falha elétrica entre as estações Tatuapé e Brás.
A Trivia Trens perdeu a concessão?
Não. A Artesp determinou a retomada temporária da operação pela CPTM, mas a concessionária segue responsável pelo contrato e será investigada.
Quais linhas foram afetadas?
As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, de responsabilidade da concessionária Trivia Trens.
O que causou a falha?
A Trivia Trens informou que uma falha em uma composição provocou um problema elétrico entre as estações Tatuapé e Brás. A Artesp investigará as causas.
A CPTM já operava essas linhas antes?
Sim. As linhas eram operadas pela CPTM antes da privatização, que transferiu o controle para a Trivia Trens na terça-feira (21).
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