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Brasil registra queda histórica de 8,2% em mortes violentas em 2025, mas feminicídios sobem

ResumoO Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025 registrou queda histórica de 8,2% nas mortes violentas intencionais no Brasil, atingindo a menor taxa desde 2012. Em contraste, os feminicídios cresceram 4%, totalizando 1.571 vítimas no período. Os dados revelam avanço na segurança pública geral, mas apontam agravamento da violência de gênero.

O Brasil registrou queda histórica de 8,2% nas mortes violentas intencionais em 2025, a menor taxa desde 2012. Mas os feminicídios subiram 4%, com 1.571 vítimas. Entenda os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

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Brasil registra queda histórica de 8,2% em mortes violentas em 2025, mas feminicídios sobem
Brasil registra queda histórica de 8,2% em mortes violentas em 2025, mas feminicídios sobemFoto: Reprodução · Catavento

Brasil registra queda histórica de 8,2% em mortes violentas em 2025, mas feminicídios sobem

O Brasil registrou queda de 8,2% nas mortes violentas intencionais (MVI) em 2025, a menor taxa desde 2012: 19,1 casos por 100 mil habitantes. Foram 40.775 mortes, ante 44.127 em 2024. Mas os feminicídios subiram 4%, com 1.571 vítimas, e as mortes por intervenção policial cresceram 5,4%.

O que são Mortes Violentas Intencionais (MVI)

A categoria MVI abrange homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, mortes por intervenção policial e óbitos de policiais em serviço ou fora dele. É o indicador mais amplo de violência letal no país.

Queda histórica: menor taxa desde 2012

Pela primeira vez, a taxa de MVI ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes em todo o território nacional. Em 2012, o índice era de 27,7 por 100 mil habitantes. Em números absolutos, foram 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, contra 44.127 em 2024.

Quedas expressivas em homicídios, latrocínios e lesões

Houve quedas notáveis em crimes como homicídio doloso (10%), latrocínio (17%) e lesão corporal seguida de morte (15,2%). A maioria dos estados brasileiros demonstrou reduções significativas nas MVI.

Amazonas lidera queda entre os estados

O Amazonas liderou essa queda com -32,5%, seguido por Rio Grande do Sul (-25,7%), Mato Grosso (-23,2%), Piauí (-15,7%) e Paraná (-15,5%). Outros estados com declínio incluem Minas Gerais (-14,2%), Goiás (-12,7%), Santa Catarina (-11,1%), Bahia (-9,6%), Pernambuco (-9,3%), Espírito Santo (-8,4%) e Ceará (-7,5%). Reduções também foram observadas em Alagoas (-6,6%), Amapá (-5,9%), Paraíba (-3,9%), São Paulo (-3,9%), Pará (-3,7%), Sergipe (-3%), Tocantins (-2,2%) e Maranhão (-2,2%).

Sete estados registraram aumento nas MVI

Apesar da tendência de queda na média nacional, sete unidades da federação registraram aumento: Rio Grande do Norte (19,6%), Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%).

Feminicídios: alta de 4% e recorde de proporção

Em 2025, a proporção de assassinatos de mulheres por razões de gênero atingiu 44,4% do total, o maior percentual desde a inclusão do feminicídio no Código Penal brasileiro, em 2015. Foram 1.571 vítimas, uma média de 4,3 mortes por dia. A taxa nacional subiu para 1,4 vítimas por 100 mil mulheres, aumento de 4% em relação a 2024.

Tentativas de feminicídio também cresceram

Foram registradas 4.189 mulheres sobreviventes de tentativas de feminicídio, um crescimento de 5,9% em comparação com 2024. Isso significa que, para cada feminicídio consumado, houve quase três tentativas no país.

Regiões Centro-Oeste e Norte lideram taxas de feminicídio

As regiões Centro-Oeste e Norte destacam-se com as maiores taxas de feminicídios consumados e tentados: 9,8 vítimas por 100 mil mulheres no Centro-Oeste e 8 vítimas por 100 mil mulheres no Norte. Em contraste, as regiões Sudeste (4,2), Nordeste (4,8) e Sul (5,2) apresentaram índices menores.

Mortes por intervenção policial sobem 5,4%

O relatório aponta para um aumento preocupante nas mortes por intervenção policial, que subiram 5,4% em 2025.

O que esperar da segurança pública em 2026?

Os dados do Anuário mostram que, apesar da queda histórica na média nacional, a violência letal segue um problema grave e heterogêneo. O aumento dos feminicídios e das mortes por intervenção policial são alertas que exigem políticas específicas. O desafio é transformar a queda nacional em redução também nos estados que registraram alta.

Perguntas Frequentes

O que significa MVI?

MVI é a sigla para Mortes Violentas Intencionais, categoria que inclui homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, mortes por intervenção policial e óbitos de policiais.

Qual foi a queda nas mortes violentas em 2025?

A queda foi de 8,2% na taxa de MVI, que passou de 20,6 para 19,1 casos por 100 mil habitantes. Em números absolutos, foram 40.775 mortes em 2025, contra 44.127 em 2024.

Quantos feminicídios ocorreram em 2025?

Foram 1.571 vítimas de feminicídio em 2025, uma média de 4,3 mortes por dia. A taxa subiu 4% em relação a 2024.

Quais estados tiveram maior aumento de mortes violentas?

Rio Grande do Norte (19,6%), Rondônia (7,5%), Acre (6,3%), Roraima (5,8%), Distrito Federal (5,8%), Mato Grosso do Sul (4,9%) e Rio de Janeiro (2,1%).

Quem divulgou os dados de segurança pública?

Os dados foram divulgados pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, nesta quinta-feira (23).

Lúcia Hartmann Veloso
Sobre o autor · Cronista de Música e Cena Cultural

Anda show e bar de jazz, escreve sobre música ao vivo e a cena que a cerca.

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