# SRAG em queda no Brasil: Boletim InfoGripe aponta redução

> O Boletim InfoGripe da Fiocruz registra queda nos casos de SRAG no Brasil, com redução de hospitalizações por vírus sincicial respiratório e influenzas A e B. Três estados permanecem em alerta para a síndrome. A vacinação contra influenza e outros agentes virais segue como principal medida preventiva para evitar formas graves da doença.

*Catavento · Análises e Críticas · 31 de julho de 2026 · Caio Sttédile Marques*

O novo Boletim InfoGripe, da Fiocruz, mostra queda nos casos de SRAG no Brasil, com redução de hospitalizações por vírus sincicial e influenzas A e B. Ainda há alerta em três estados, e a vacina segue como principal prevenção.

## Casos de SRAG em queda no Brasil: o que diz o novo InfoGripe

Os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Brasil estão em queda, de acordo com o novo Boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (30). O cenário, semelhante ao da semana passada, é impulsionado, principalmente, pela redução das hospitalizações por vírus sincicial respiratório e por influenzas A e B.

### Queda generalizada, mas com focos de alerta

Segundo o relatório, apenas os estados do Maranhão, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina apresentam incidência de SRAG em nível de alerta ou risco. Os casos se concentram especialmente em crianças pequenas. No Maranhão, porém, há um pequeno crescimento também entre idosos, possivelmente associado à covid-19.

A análise aponta que muitos estados que estavam em queda atingiram níveis de segurança ou de baixo risco, entre eles Alagoas, Ceará, Pará e São Paulo.

### Por que os casos estão caindo?

O coordenador do InfoGripe, Leonardo Bastos, esclarece os motivos para esse cenário:

"Já está passando a época dos vírus sazonais, em que a gente tem os casos de influenza, vírus sincicial respiratório. A gente ainda vê estados em nível de alerta associado aos casos de vírus sincicial respiratório."

Ou seja, o fim do pico sazonal dos vírus respiratórios explica boa parte da redução. O vírus sincicial respiratório, no entanto, ainda mantém alguns estados em alerta.

### Impacto por faixa etária

O boletim também aponta que, enquanto a incidência da síndrome apresenta impacto maior em crianças de até 2 anos, a população a partir de 65 anos é a mais impactada em relação à mortalidade.

Essa diferença reforça a necessidade de atenção redobrada com os extremos etários, tanto na prevenção quanto no monitoramento de sintomas.

### Prevenção e vacinação

Leonardo Bastos reforça que a vacina é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos. Ele relembra outros cuidados importantes que devem ser mantidos em todo o país, independentemente do número de casos:

"Quem está com sintoma respiratório, se puder ficar em casa; o uso de máscara é muito importante. Isso vale para o Brasil todo. Embora a gente tenha algumas regiões onde o risco seja mais elevado, você pode ter alguma doença respiratória em lugares diferentes."

A orientação vale para todas as regiões, mesmo com a queda nacional.

### Números de 2026

Em 2026, foram notificados, de acordo com o boletim, quase 126 mil casos de síndrome respiratória aguda grave no país.

O número reforça a magnitude do problema, mesmo em um cenário de queda.

## Perguntas Frequentes

### O que é síndrome respiratória aguda grave (SRAG)?

É a forma mais severa de infecção respiratória, que pode levar à hospitalização e à necessidade de suporte ventilatório. O InfoGripe monitora sua incidência no Brasil.

### Quais estados ainda estão em alerta?

Maranhão, Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentam incidência em nível de alerta ou risco, segundo o boletim.

### Quem é mais afetado pela SRAG?

Crianças de até 2 anos têm maior incidência, enquanto a população a partir de 65 anos é a mais impactada em relação à mortalidade.

### Como prevenir casos graves?

A vacina é a principal forma de prevenção. Manter distanciamento quando sintomático e usar máscara também são medidas recomendadas pelo coordenador do InfoGripe.

---

Fonte (canonical): https://catavento.art.br/analises-e-criticas/casos-sindrome-respiratoria-aguda-grave-estao-queda-pais/
