# Coletivo ocupa a Av. Paulista com bordados políticos e afeto contra o preconceito

> O coletivo Linhas de Sampa ocupa a Av. Paulista em São Paulo com bordados políticos e afeto contra o preconceito. Desde 2018, o grupo distribui panfletos de tecido gratuitos com mensagens de direitos humanos, diversidade e combate ao racismo, transformando a costura em ferramenta de resistência e acolhimento urbano.

*Catavento · Análises e Críticas · 29 de julho de 2026 · Caio Sttédile Marques*

Em São Paulo, o coletivo Linhas de Sampa ocupa a Av. Paulista com bordados políticos e afeto contra o preconceito. Desde 2018, distribuem panfletos de tecido gratuitos com mensagens de direitos humanos, diversidade e combate ao racismo.

## Coletivo ocupa a Av. Paulista com bordados políticos e afeto contra o preconceito

Em São Paulo, agulhas, linhas coloridas e pedaços de pano se transformaram em armas de artilharia política e social. Essa é a premissa do Linhas de Sampa, um coletivo de esquerda e suprapartidário que, desde abril de 2018, ocupa o espaço urbano da capital para costurar pautas como direitos humanos, saúde, educação, diversidade de gênero e combate ao racismo.

Em vez de entregar os panfletos tradicionais de papel que muitas vezes vão direto para o lixo, eles criam os "panfletos bordados". São quadradinhos de tecido com mensagens potentes para a galera prender na jaqueta, na mochila ou na ecobag. Tudo é distribuído de forma 100% gratuita, afinal, como eles mesmos defendem, "ideias não se vendem".

## Bordado como ação social e política

O coletivo nasceu em um momento de ebulição política no Brasil, inspirado nas Alterosas pelo grupo mineiro Linhas do Horizonte. Mas muito além da militância tradicional de palanque, o Linhas de Sampa traz uma camada profunda de sensibilidade e humanidade para o asfalto cinzento de São Paulo.

Para Alice Oliveira, integrante do coletivo, o ato de alinhavar linhas em um pedaço de pano carrega um significado terapêutico e comunitário que acolhe quem passa. Ela traduz essa essência com sensibilidade: "Somos um Coletivo de pessoas, a maioria mulheres, que bordam. Porém não bordamos pela arte do bordado, mas bordamos para produzir, por meio dele, uma ação social e política."

## Como funciona o coletivo Linhas de Sampa

A atuação do grupo acontece de forma totalmente independente. Eles não aceitam doações em dinheiro e se mantêm por conta própria, quem quiser ajudar, pode colaborar doando linhas e tecidos. Sob a faixa "LINHAS DE SAMPA - Bordando Soberania com Justiça Social", o coletivo constrói uma grande teia nacional, que já se espalha por outras cidades paulistas (como Santos, Ilhabela e Mogi das Cruzes) e outros estados do país.

## Dia do Bordado: ressignificando a data

O momento não poderia ser mais propício para conhecer o corre dessa galera: nesta semana é celebrado o Dia do Bordado (30 de julho). O coletivo ressignifica totalmente essa data, mostrando que o ponto cruz e o avesso perfeito também servem para desenhar novos caminhos para a democracia e dar voz para quem precisa.

## Como participar do coletivo

Se você curtiu a ideia e quer aprender a bordar ou simplesmente trocar uma ideia sobre política e direitos humanos, o funcionamento do coletivo é super acolhedor e aberto ao público. Seja para garantir o seu panfleto de tecido para customizar o visual ou para passar uma tarde de domingo transformando indignação em arte, o Linhas de Sampa prova que onde houver uma boa luta, e uma linha colorida, haverá resistência.

## Perguntas Frequentes

### O que é o coletivo Linhas de Sampa?

É um coletivo de esquerda e suprapartidário que desde abril de 2018 ocupa a Av. Paulista com bordados políticos, distribuindo panfletos de tecido gratuitos com mensagens sobre direitos humanos, diversidade e combate ao preconceito.

### Como conseguir um panfleto bordado?

Os panfletos bordados são distribuídos gratuitamente durante as ações do coletivo na Av. Paulista. Basta comparecer e pegar o seu para prender na jaqueta, mochila ou ecobag.

### O coletivo aceita doações em dinheiro?

Não. O Linhas de Sampa não aceita doações em dinheiro e se mantém por conta própria. Quem quiser ajudar pode colaborar doando linhas e tecidos.

### Onde mais o coletivo atua?

Além da Av. Paulista, o coletivo já se espalha por outras cidades paulistas como Santos, Ilhabela e Mogi das Cruzes, além de outros estados do país.

### Como participar das atividades?

O coletivo é aberto ao público. Quem quiser aprender a bordar ou trocar ideias sobre política e direitos humanos pode se aproximar durante as ações na Av. Paulista.

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Fonte (canonical): https://catavento.art.br/analises-e-criticas/coletivo-ocupa-av-paulista-bordados-politicos-afeto-contra-preconceito/
