# Diabetes: SUS inicia transição para insulina glargina gradualmente

> O Ministério da Saúde iniciou a transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina no SUS. A insulina glargina é mais moderna, com duração de aproximadamente 24 horas, reduzindo a necessidade de até três doses diárias e melhorando a qualidade de vida dos pacientes com diabetes.

*Catavento · Análises e Críticas · 24 de julho de 2026 · Caio Sttédile Marques*

O Ministério da Saúde começou a transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina no SUS. A secretária Fernanda De Negri explica que a nova versão é mais moderna, dura cerca de 24 horas e melhora a vida de quem precisava de até três doses diárias.

## Diabetes: SUS inicia transição para uso da insulina glargina

O Ministério da Saúde já começou a transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). A mudança, que promete melhorar o controle glicêmico e reduzir o número de aplicações diárias, atende inicialmente a grupos específicos de pacientes. Entendemos que a novidade levanta dúvidas sobre quem será beneficiado e quando a troca chegará a todo o país.

## Como funciona a transição da insulina NPH para a glargina no SUS?

Segundo a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do ministério, Fernanda De Negri, a nova versão é mais moderna e dura cerca de 24 horas, melhorando a vida de quem precisava tomar até três doses diárias da substância anterior. "A gente está mudando o tratamento para uma insulina que é muito mais moderna, e é melhor para o paciente. Você precisa de menos aplicações ao longo do dia, ela controla melhor a glicemia do paciente ao longo do dia, você precisa de uma aplicação só", afirmou.

A transição é gradual, o que significa que nem todos os pacientes serão transferidos de uma só vez. O cronograma prevê que todo o Brasil receba os insumos até o fim de julho e começo de agosto.

## Quem são os públicos-alvo da insulina glargina no SUS?

Por enquanto, o público-alvo são pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. A escolha prioriza grupos que mais se beneficiam da estabilidade proporcionada pela insulina de longa duração.

### Por que priorizar crianças e idosos?

Crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 frequentemente enfrentam dificuldades com múltiplas aplicações diárias, o que pode comprometer a adesão ao tratamento. Já os idosos, com diabetes tipo 1 ou 2, têm maior risco de episódios de hipoglicemia, que a glargina ajuda a reduzir. A secretária destacou que "todos os relatos de pacientes é que ela é muito mais efetiva e a glicose fica muito mais controlada ao longo do dia inteiro com essa insulina de longa duração".

## Quais os benefícios da insulina glargina em relação à NPH?

A insulina glargina oferece um perfil de ação mais estável, com duração aproximada de 24 horas, o que permite uma única aplicação diária. Isso contrasta com a insulina NPH, que muitas vezes exige duas ou três doses ao dia e apresenta picos de ação que podem aumentar o risco de hipoglicemia.

### Controle glicêmico mais estável

A tecnologia deve contribuir para um controle mais estável da glicemia, além de reduzir o risco de episódios de hipoglicemia. A fabricação nacional também facilita a continuidade do tratamento, como destaca a secretária: "A gente retomou a produção de insulina no país, então isso nos deixa mais seguros frente aos episódios de escassez, de falta de insulina que tem ocorrido no mercado mundial nos últimos 10 ou 20 anos".

## Qual a previsão para a distribuição da insulina glargina no Brasil?

A previsão é que todo o Brasil receba os insumos até o fim de julho e começo de agosto. A expectativa do Ministério da Saúde é alcançar todo o público elegível ou uma parte significativa dele até o final deste ano.

### Quantos pacientes serão beneficiados?

A secretária Fernanda De Negri afirmou que a expectativa é que 30% da população brasileira que usa insulina pelo SUS, que são mais de 2 milhões de pessoas, tenham acesso à nova insulina. Isso representa cerca de 600 mil pacientes potencialmente beneficiados na primeira fase.

## Como a produção nacional de insulina fortalece o SUS?

A retomada da produção de insulina no Brasil, mencionada pela secretária, é um fator central para a segurança do abastecimento. A dependência de importações, que já causou episódios de escassez no mercado mundial nos últimos 10 ou 20 anos, agora é mitigada pela fabricação local.

### Impacto na continuidade do tratamento

Com a produção nacional, o SUS reduz a vulnerabilidade a crises globais de fornecimento, garantindo que os pacientes não enfrentem interrupções no tratamento. Isso é especialmente relevante para doenças crônicas como o diabetes, onde a descontinuidade pode levar a complicações graves.

## O que esperar da transição para a insulina glargina?

A transição gradual representa um avanço na qualidade de vida dos pacientes, mas exige planejamento logístico e acompanhamento médico. A substituição não é automática: pacientes elegíveis devem buscar orientação nas unidades de saúde para saber quando e como farão a troca.

### Desafios da implementação

A distribuição para todo o Brasil até julho/agosto é ambiciosa, considerando as diferenças regionais de infraestrutura. No entanto, a produção nacional reduz um dos principais gargalos: a dependência de insumos importados. diabetes tipo 1 tratamento SUS

## Perguntas Frequentes

### Quando a insulina glargina estará disponível em todo o Brasil?

A previsão é que todo o Brasil receba os insumos até o fim de julho e começo de agosto.

### Quem pode receber a insulina glargina pelo SUS?

Atualmente, o público-alvo são pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2.

### A insulina glargina substitui completamente a NPH?

Não. A transição é gradual e, por enquanto, atende apenas grupos específicos. A insulina NPH continua sendo fornecida para os demais pacientes.

### Quantas aplicações diárias a insulina glargina exige?

A insulina glargina dura cerca de 24 horas, permitindo uma única aplicação diária, ao contrário da NPH que pode exigir até três doses.

### A produção nacional de insulina garante o abastecimento?

Segundo a secretária Fernanda De Negri, a retomada da produção no Brasil deixa o país mais seguro frente a episódios de escassez no mercado mundial.

### Como saber se sou elegível para a troca?

Pacientes devem consultar as unidades de saúde do SUS para verificar se se enquadram nos critérios atuais e quando a transição estará disponível em sua região.

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Fonte (canonical): https://catavento.art.br/analises-e-criticas/diabetes-sus-inicia-transicao-uso-insulina-glargina/
