Empresas atingidas por tarifaço de Trump terão acesso a R$ 18,5 bilhões em crédito
O governo federal anunciou R$ 18,5 bilhões em recursos para socorrer empresas exportadoras prejudicadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. O Plano Brasil Soberano 3, autorizado por Medida Provisória assinada pela presidência da República nesta quarta-feira (22), destina R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 5 bilhões do BNDES para linhas de crédito emergenciais.
Quem pode acessar os R$ 18,5 bilhões?
Os principais beneficiados são exportadores atingidos diretamente pelas tarifas norte-americanas anunciadas na semana passada. A taxação afeta 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Setores contemplados incluem aço, alumínio, automóveis, móveis, madeira, carvão, máquinas e equipamentos elétricos, cerâmicas, plásticos, calçados, papel e açúcar.
Também serão atendidas empresas prejudicadas por conflitos internacionais, como os do Oriente Médio, que exportam para o Golfo Pérsico. Setores estratégicos como fertilizantes, minerais críticos, produtos químicos, farmacêuticos, têxteis, eletrônicos e automotivos também estão na lista.
O que o crédito pode financiar?
Os recursos podem ser aplicados em capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, além de prospecção e abertura de novos mercados. A ideia é dar flexibilidade para que cada empresa se ajuste ao novo cenário comercial.
Como funciona o Plano Brasil Soberano 3?
A ampliação dos recursos foi autorizada por Medida Provisória encaminhada ao Congresso Nacional. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o programa foi desenhado a partir das versões anteriores, ouvindo os setores envolvidos. "Não se trata de fazer um programa que já esteja pronto e acabado. Estamos ouvindo os setores e fazendo sob medida essas respostas", disse.
Nas duas primeiras etapas do Plano Brasil Soberano, foram disponibilizados R$ 37 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos. Com a terceira fase, o total soma R$ 55,5 bilhões em crédito desde o início das medidas.
Impacto nas exportações e na economia
A taxação norte-americana afeta diretamente 18% das exportações brasileiras para os EUA. Para se ter uma ideia do universo de empresas no país, dados do IBGE mostram que o total de empresas ativas no Brasil em 2025 foi de 213,4 milhões. Embora o crédito atinja um recorte específico de exportadores, o volume de R$ 18,5 bilhões representa uma injeção relevante para setores industriais estratégicos.
Perguntas Frequentes
Quem pode solicitar os recursos?
Empresas exportadoras brasileiras afetadas diretamente pelas tarifas dos EUA ou por conflitos internacionais, como os do Oriente Médio, além de setores estratégicos definidos pelo governo.
Quais setores são contemplados?
Aço, alumínio, automóveis, móveis, madeira, carvão, máquinas e equipamentos elétricos, cerâmicas, plásticos, calçados, papel, açúcar, fertilizantes, minerais críticos, produtos químicos, farmacêuticos, têxteis e eletrônicos.
Como solicitar o crédito?
O programa será operacionalizado pelo BNDES e demais agentes financeiros. As empresas devem procurar as instituições credenciadas para apresentar projetos dentro das finalidades previstas.
Qual o prazo para usar os recursos?
A Medida Provisória não especifica prazo, mas o governo afirma que as respostas serão feitas sob medida, ouvindo os setores.
O programa substitui as etapas anteriores?
Não. O Plano Brasil Soberano 3 é uma ampliação. As duas primeiras etapas já disponibilizaram R$ 37 bilhões, totalizando R$ 55,5 bilhões desde o início.
Plano Brasil Soberano 2 Crédito BNDES para exportadores
