# Escalada de feminicídio em Minas Gerais: alerta após crimes em BH

> Minas Gerais registrou três crimes brutais em 72 horas em Belo Horizonte, com dois feminicídios consumados e uma tentativa de homicídio. Os casos incluem a morte de uma capitã da Polícia Militar, uma mulher encontrada sem vida no bairro Camargos e uma sobrevivente arremessada de uma sacada. Especialistas apontam recorde histórico de violência de gênero no estado.

*Catavento · Análises e Críticas · 23 de julho de 2026 · Lúcia Hartmann Veloso*

Minas Gerais registrou três crimes brutais em 72 horas em Belo Horizonte, com duas mortes e uma tentativa de homicídio. Casos envolvem capitã da PM, mulher encontrada morta no bairro Camargos e sobrevivente arremessada de sacada. Especialistas alertam para recorde histórico de vi

## Escalada de feminicídio em Minas Gerais gera alerta após crimes brutais em Belo Horizonte

Minas Gerais registrou três crimes brutais em 72 horas em Belo Horizonte, com duas mortes consumadas e uma tentativa de homicídio com requintes de crueldade, todos supostamente praticados por parceiros ou ex-companheiros. A escalada de feminicídio em Minas Gerais acendeu alerta entre autoridades e especialistas, que apontam risco de recorde histórico de violência doméstica até 2026.

## Três crimes em 72 horas chocam a capital

Entre segunda (20/7) e terça-feira (21/7), Belo Horizonte contabilizou dois feminicídios e uma tentativa de homicídio que expõem a vulnerabilidade feminina no estado. Um dos episódios de maior impacto envolveu a capitã da Polícia Militar, Michele Leão Azevedo, de 41 anos. A oficial foi levada sem vida a um hospital pelo marido, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, que alegou um acidente doméstico. A perícia identificou múltiplas lesões e traumatismo craniano, resultando na prisão preventiva do militar por suspeita de crime de gênero e tráfico de entorpecentes.

A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) manifestou-se sobre o caso. O porta-voz da corporação, capitão Rafael Veríssimo, enfatizou que a instituição não tolerará desvios de conduta e poderá excluir o sargento dos quadros oficiais caso a condenação seja confirmada. Relatos de vizinhos indicam que o ambiente doméstico do casal era marcado por discussões frequentes e barulho excessivo.

### Stifanie Ribeiro e a confissão do namorado

Outra tragédia vitimou Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 36 anos, encontrada morta em seu apartamento no bairro Camargos. A suspeita surgiu quando o namorado foi visto saindo do prédio com malas. Após a mobilização policial, o homem de 24 anos entregou-se ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde confessou a autoria do crime, que segue sob investigação detalhada.

### Sobrevivente arremessada de sacada

No bairro Jonas Veiga, uma mulher de 31 anos sobreviveu milagrosamente após ser espancada e arremessada da sacada de um terceiro andar. O agressor, identificado como Carlos Antonio Avelar de Oliveira, possui histórico criminal e teve sua prisão convertida em preventiva devido à extrema brutalidade do ataque. A vítima permanece sob cuidados médicos intensivos no Hospital João XXIII após sofrer agressões com garrafas e enforcamento.

## Dados alarmantes: mais de 2,7 mil vítimas desde 2019

Segundo levantamentos, o estado registrou mais de 2,7 mil vítimas de ataques violentos contra mulheres desde 2019. Apenas nos primeiros cinco meses deste ano, 148 ocorrências foram formalizadas, evidenciando que a estrutura de proteção estatal enfrenta gargalos críticos na fiscalização de medidas protetivas. Especialistas apontam que o cenário atual pode levar Minas Gerais a atingir recordes históricos de violência doméstica até 2026.

## O que dizem os especialistas

Para Ludmila Ribeiro, pesquisadora da UFMG, a maioria desses crimes ocorre no âmbito íntimo. Ela ressalta que a presença de armas de fogo em casa aumenta drasticamente o risco letal para as mulheres. A especialista defende que o combate ao feminicídio exige uma integração mais eficiente entre as áreas de segurança, educação e assistência social para romper ciclos geracionais de violência naturalizada.

## Perguntas Frequentes

### O que é considerado feminicídio?

Feminicídio é o homicídio de mulheres por razões de gênero, geralmente praticado por parceiros ou ex-companheiros, como nos casos recentes em Belo Horizonte.

### Quantos casos de feminicídio foram registrados em Minas Gerais em 2025?

Nos primeiros cinco meses do ano, foram 148 ocorrências formalizadas, segundo levantamentos citados na fonte.

### O que fazer em caso de violência doméstica?

A recomendação de especialistas é buscar a delegacia da mulher, ligar 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou solicitar medida protetiva na Justiça.

### Como a PMMG age em casos de feminicídio envolvendo militares?

A corporação assegurou que não tolerará desvios de conduta e poderá excluir o agente dos quadros oficiais caso a condenação seja confirmada, como no caso do sargento preso.

### O que diz a pesquisa de Ludmila Ribeiro sobre o tema?

A pesquisadora da UFMG aponta que a maioria dos crimes ocorre no âmbito íntimo e que a presença de armas de fogo em casa aumenta o risco letal para as mulheres.

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Fonte (canonical): https://catavento.art.br/analises-e-criticas/escalada-feminicidio-minas-gerais-gera-alerta-apos-crimes-brutais-belo-horizonte/
