# Golpe do sósia: fraude usa biometria facial para enganar

> O golpe do sósia é uma fraude que utiliza biometria facial para identificar pessoas fisicamente semelhantes a criminosos, visando burlar sistemas de reconhecimento. A técnica compara características faciais para enganar autenticações digitais. A proteção exige verificação em múltiplas etapas, como senhas e tokens, além de monitoramento ativo de contas por instituições financeiras.

*Catavento · Análises e Críticas · 07 de setembro de 2026 · Otávio Reinhardt Maia*

O golpe do sósia usa comparação facial para encontrar pessoas parecidas com criminosos e tentar burlar a biometria. Veja como funciona e como se proteger.

Uma nova estratégia de fraude de identidade, chamada de "golpe do sósia", usa tecnologia de comparação facial para encontrar pessoas com características físicas semelhantes às dos próprios criminosos. O método foi identificado pela equipe de inteligência analítica da Serasa Experian e descrito na edição do Mapa da Fraude referente ao primeiro semestre de 2026.

A tática explora sistemas de reconhecimento facial para tentar fazer com que o fraudador se passe por outra pessoa durante processos de validação de identidade, como cadastros e abertura de contas. Segundo a Serasa Experian, os criminosos utilizam ferramentas capazes de comparar o próprio rosto com imagens disponíveis em diferentes bases, inclusive aquelas obtidas de forma ilícita.

Os chamados motores de comparação facial podem localizar identidades legítimas com elevado grau de semelhança física. A partir disso, o fraudador escolhe uma identidade que considere mais propensa a passar por uma validação biométrica.

## Como o golpe do sósia muda a lógica da fraude

Em modalidades mais tradicionais, o fraudador parte dos dados de uma pessoa específica e procura maneiras de assumir sua identidade. No golpe do sósia, a lógica se inverte: primeiro encontra-se um rosto parecido, depois tenta-se usar essa semelhança para enganar sistemas de biometria.

Para Leandro Bartolassi, diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, a nova tática demonstra como os criminosos também podem explorar tecnologias desenvolvidas para aumentar a segurança.

## O que a Serasa Experian recomenda

A empresa defende que o reconhecimento facial não seja utilizado como única camada de autenticação. A combinação com outros sinais pode ajudar a identificar inconsistências que não seriam detectadas apenas pela análise do rosto.

As soluções antifraude da Serasa Experian identificaram e barraram 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade no primeiro semestre de 2026. O volume representa um crescimento de 32,9% em relação ao mesmo período de 2025. De acordo com a empresa, isso equivale a uma ocorrência de alto risco identificada a cada 5,5 segundos. As tentativas bloqueadas estavam associadas a um prejuízo estimado em R$ 3,77 bilhões que teria sido evitado no período.

Para os consumidores, a recomendação é reduzir o risco de exposição de documentos, fotografias e dados biométricos. Para as empresas, a orientação é adotar uma estratégia de prevenção em camadas, evitando que uma única imagem ou informação seja suficiente para concluir um cadastro. A análise conjunta de diferentes mecanismos de segurança pode ajudar a detectar situações em que o rosto apresenta alta similaridade, mas outros dados da operação indicam uma possível tentativa de fraude.

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Fonte (canonical): https://catavento.art.br/analises-e-criticas/golpe-sosia-usa-tecnologia-tentar-burlar-biometria/
