# IPCA cai 0,32% em agosto, puxado por energia elétrica

> O IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto, a menor taxa desde agosto de 2022, segundo o IBGE. O grupo Habitação recuou 1,87%, impulsionado pela queda de 7,63% na energia elétrica residencial após o Bônus de Itaipu.

*Catavento · Análises e Críticas · 11 de setembro de 2026 · Gustavo Pellegrini Antunes*

Inflação oficial caiu 0,32% em agosto, a menor taxa desde agosto de 2022, segundo o IBGE. Habitação recuou 1,87%, puxada pelo alívio de 7,63% na energia elétrica residencial após o Bônus de Itaipu.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, caiu 0,32% em agosto, informou o IBGE nesta sexta-feira. É a menor taxa desde agosto de 2022, quando o indicador havia alcançado -0,36%. Em julho, o índice registrou alta de 0,07%.

Quatro dos nove grupos pesquisados apresentaram variação negativa, segundo o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves: Habitação (-1,87%), Transportes (-0,36%), Alimentação e Bebidas (-0,34%) e Comunicação (-0,09%). As altas oscilaram entre 0,02% no Vestuário e 1,30% em Despesas Pessoais.

A principal contribuição veio da Habitação, puxada pelo alívio no preço da energia elétrica residencial. Gonçalves afirma que a queda do grupo se configurou como a menor para um mês de agosto desde o Plano Real, vinda da contribuição de -0,33 ponto percentual da energia elétrica residencial, que recuou 7,63% no mês, em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu creditado nas faturas emitidas em agosto.

No ano, o IPCA acumula alta de 3,11% e, nos últimos 12 meses, ficou em 4,22%. Com o resultado, a inflação permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central.

O INPC, Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que mede a variação percebida por famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos, também caiu 0,32% em agosto. É o mesmo movimento do IPCA, mas com peso diferente no orçamento doméstico.

Para quem acompanha a série histórica, o dado de agosto recompõe uma trajetória de descompressão. Meses antes, o índice havia subido 0,88% em março, 0,67% em abril e 0,58% em maio, sequência que agora dá lugar a um recuo nominal. O efeito do Bônus de Itaipu, no entanto, é pontual: não se repete automaticamente nos próximos meses.

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