Planetário acessível amplia inclusão no Museu Ciência e Vida
O que significa a expressão "nada sobre nós, sem nós"? Para o Museu da Ciência e Vida, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, isso representa levar acessibilidade ao conhecimento científico, permitindo que pessoas cegas e surdas acessem o planetário, uma espécie de teatro em formato de cúpula com projetores de luz para transmitir conhecimentos sobre o espaço.
Financiado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj) e parte integrante do Centro de Educação Superior a Distância do Estado, o museu apresenta exposições em painéis e materiais táteis produzidos por impressoras 3D, além de recursos sonoros complementares, que auxiliam na representação de conceitos abstratos, constelações, movimentos aparentes do céu, planetas e diferenças entre estrelas.
Como surgiu a ideia do planetário acessível
A ideia de promover a acessibilidade surgiu em 2014, com um desafio proposto pela chefe do Museu de Ciência e Vida, Mônica Dahmouche, à astrônoma Carolina Moreira: tornar o que é pensado para ser inteiramente visual em algo acessível para todos.
Mônica Dahmouche conta que os aparatos desenvolvidos nas sessões especiais, validados por educadores especializados e pessoas com deficiência, também chamam a atenção de outros públicos.
"O planetário é algo muito visual. E essas pessoas, que têm algum tipo de restrição visual, ficam apartadas. E com essa sessão, elas são também incluídas. E o interessante é que sempre que a gente desenvolve modelos voltados para o público deficiente visual, os videntes também querem ver, querem desfrutar. Então foi um processo muito rico", afirma Dahmouche.
Sessões para deficientes auditivos: desafios e soluções
As sessões especiais também foram pensadas para deficientes auditivos. Neste caso, a visão tornou-se um elemento fundamental para as exposições.
No entanto, as sessões do planetário são feitas em ambientes escuros, o que dificulta a visualização dos sinais feitos por intérpretes de Libras, Língua Brasileira de Sinais. Além disso, outro obstáculo é que nem todos os conceitos científicos estão representados nas Libras, e outros sinais possuem diferentes versões em determinadas regiões do país.
A solução foi desenvolver sessões acessíveis e imersivas, além de padronizar a comunicação criando um conjunto de sinais em vídeo específico para as sessões.
Recursos táteis e sonoros: como funcionam
Os painéis e materiais táteis, produzidos por impressoras 3D, permitem que pessoas com deficiência visual toquem representações de planetas, constelações e movimentos celestes. Os recursos sonoros complementares ajudam a traduzir conceitos abstratos, como a diferença entre estrelas e planetas. Tudo isso é pensado para que a experiência seja completa, mesmo sem o uso da visão.
O que torna o planetário do Museu da Ciência e Vida um exemplo
O projeto se destaca por não ser uma adaptação pontual, mas uma reestruturação da própria experiência do planetário. A validação por educadores especializados e pessoas com deficiência garante que os recursos atendam às necessidades reais. Além disso, o fato de os modelos táteis e as sessões acessíveis atraírem também o público sem deficiência mostra que a inclusão beneficia a todos.
Como visitar o planetário acessível
Para mais informações, acesse o site do Museu da Ciência e Vida. O museu está localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e integra o Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro.
Perguntas Frequentes
O planetário acessível é gratuito?
A fonte não informa sobre cobrança de ingressos. Consulte o site do museu para detalhes.
Quem financiou o projeto?
O projeto foi financiado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj).
Quais recursos de acessibilidade estão disponíveis?
O museu oferece painéis e materiais táteis em 3D, recursos sonoros, sessões com intérpretes de Libras e um conjunto de sinais em vídeo padronizado.
Quando começou a iniciativa?
A ideia surgiu em 2014, a partir de um desafio da chefe do museu, Mônica Dahmouche, à astrônoma Carolina Moreira.
O planetário é voltado apenas para pessoas com deficiência?
Não. As sessões especiais também chamam a atenção de outros públicos, incluindo pessoas sem deficiência visual.
Como são feitas as sessões para surdos?
As sessões para surdos contam com intérpretes de Libras, mas o ambiente escuro exigiu a criação de um conjunto de sinais em vídeo específico para as sessões, padronizando a comunicação.
