# Polícia faz operação contra venda de medicamentos abortivos no Rio

> A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza operação nesta quarta-feira (9) com cinco mandados de busca e apreensão contra suspeitos de vender e divulgar medicamentos abortivos ilegalmente pela internet. A investigação apura falsificação e adulteração de produtos terapêuticos. A ação visa desarticular rede criminosa que atua no comércio digital desses fármacos.

*Catavento · Análises e Críticas · 09 de setembro de 2026 · Benedita Lopes Aragão*

Policiais civis cumprem nesta quarta-feira (9) cinco mandados de busca e apreensão contra suspeitos de divulgar e vender ilegalmente medicamentos abortivos pela internet, no Rio de Janeiro. A investigação apura também falsificação e adulteração de produtos terapêuticos.

Policiais civis cumprem nesta quarta-feira (9) cinco mandados de busca e apreensão contra suspeitos de divulgar e vender ilegalmente medicamentos abortivos pela internet, no Rio de Janeiro. A informação é da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investiga o esquema de comercialização das substâncias por perfis de redes sociais e aplicativos de mensagens.

Segundo a polícia, contas de redes sociais publicavam conteúdos relacionados à interrupção da gravidez, como vídeos intitulados "Como fazer um aborto seguro" e "Ajuda com positivo indesejado". A partir daí, as pessoas interessadas eram direcionadas a canais de atendimento privado, onde o produto era vendido.

A investigação apura também os crimes de falsificação, corrupção e adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, além de incitação e apologia ao crime. O esquema usava diferentes contas e linhas telefônicas para operar, segundo os investigadores.

A ação desta quarta-feira integra um esforço mais amplo da Polícia Civil do Rio para reprimir a venda irregular de medicamentos pela internet. A corporação não informou quantas pessoas foram alvo dos mandados nem detalhou os endereços cumpridos.

A venda de medicamentos abortivos sem autorização sanitária é crime previsto no Código Penal, e a prática expõe as compradoras a riscos à saúde. A polícia não divulgou se houve prisões em flagrante durante o cumprimento das ordens judiciais.

Quem tiver informações sobre o esquema pode denunciar anonimamente pelos canais oficiais da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A corporação segue investigando o caso para identificar todos os envolvidos na rede de venda ilegal.

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