# El Niño muito forte: 90% de chance no trimestre, diz Inmet

> O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) estima 90% de probabilidade de um El Niño muito forte no trimestre. O fenômeno climático deve causar seca na região Norte, chuvas intensas no Sul e temperaturas acima da média em todo o Brasil. A previsão do Inmet orienta medidas de adaptação para agricultura e gestão de recursos hídricos.

*Catavento · Análises e Críticas · 03 de setembro de 2026 · Lúcia Hartmann Veloso*

O Inmet estima em 90% a probabilidade de um El Niño muito forte neste trimestre. O fenômeno deve trazer seca no Norte, chuva no Sul e calor acima da média em todo o país.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) estima em 90% a chance de o El Niño ser muito forte neste trimestre. A previsão vale para setembro, outubro e novembro, e o fenômeno deve provocar mudanças sensíveis no clima do Brasil.

O El Niño ocorre quando as águas do Oceano Pacífico ficam mais quentes que o normal. Esse aquecimento altera os ventos e repercute no tempo de várias regiões do mundo.

O meteorologista do Inmet Melk Duarte detalhou os impactos esperados. Na região Norte, a tendência é de menos chuva que a média. No Sul, o volume deve ficar acima do habitual. Já no Sudeste e no Centro-Oeste, incluindo Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e parte da Bahia, o clima tende a ficar mais seco, com chuvas irregulares. As temperaturas, por sua vez, devem superar a média em praticamente todo o território nacional.

A combinação de calor intenso e estiagem prolongada no centro e no norte do país acende um alerta para o possível aumento de queimadas. O risco cresce se o início da estação chuvosa atrasar, cenário que o Inmet já considera provável.

Diante da força do evento, a orientação principal do instituto é direta: seguir os alertas da Defesa Civil. Melk Duarte reforça que os comunicados oficiais informam riscos, trazem recomendações específicas para cada situação e região e orientam como agir em emergências.

O Inmet também pede que órgãos públicos mantenham monitoramento contínuo das condições do tempo, para identificar com antecedência as áreas mais vulneráveis a secas, ondas de calor e inundações.

No fim, o que resta é acompanhar os boletins oficiais. A previsão de um trimestre quente e seco em boa parte do país pede preparo, e a informação confiável continua sendo o melhor caminho.

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