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Reconhecimento facial atrai mulher e criança a estádios: dados e impacto

ResumoO sistema de reconhecimento facial em estádios com capacidade superior a 20 mil lugares, implementado há um ano, registrou aumento de até 145% no público infantil no Beira-Rio. Dados da Imply Tecnologia indicam que a tecnologia atraiu mais mulheres e crianças aos eventos esportivos, elevando a presença desses grupos no público total.

Um ano após a obrigatoriedade, o reconhecimento facial em estádios com mais de 20 mil lugares elevou a presença de mulheres e crianças. Dados da Imply Tecnologia mostram aumento de até 145% no público menor de idade no Beira-Rio. Entenda os números e o impacto.

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Reconhecimento facial atrai mulher e criança a estádios: dados e impacto
Reconhecimento facial atrai mulher e criança a estádios: dados e impactoFoto: Reprodução · Catavento

Reconhecimento facial atrai mulher e criança a estádios: o que os números mostram

Um ano após o reconhecimento facial se tornar obrigatório nos estádios brasileiros de futebol com capacidade superior a 20 mil pessoas, clubes e empresas que operam o sistema afirmam que a tecnologia tem aumentado a presença de mulheres e menores de 18 anos nos estádios brasileiros. O levantamento da Imply Tecnologia, fornecedora da plataforma para arenas como Beira-Rio, Arena Fonte Nova, Arena Castelão, Arena Pernambuco, Arena das Dunas e Arena Independência, mostra que a presença de menores de 18 anos aumentou 43,5% desde junho de 2025, quando a exigência passou a valer.

Como a biometria facial mudou o perfil do público

No Beira-Rio, estádio do Internacional, o público de mulheres aumentou 42,3% no período, enquanto a presença de menores de idade avançou 145%. Segundo o clube, o movimento está associado ao reforço da segurança no acesso, com a identificação biométrica dos torcedores e maior controle sobre quem entra na arena.

"O Internacional já possui historicamente uma base de sócias muito forte e engajada; nosso papel é garantir que o estádio acompanhe essa relevância", afirma André Dalto, vice-presidente de Administração do Internacional.

O que diz a Lei Geral do Esporte

A biometria facial foi prevista pela Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023) como uma das medidas para aumentar a segurança em eventos esportivos. O sistema identifica o torcedor antes da liberação da catraca, cruza as informações com o cadastro do ingresso e dificulta fraudes, cambismo e o acesso de pessoas proibidas de frequentar estádios por decisão judicial.

Agilidade na entrada e experiência do torcedor

A tecnologia também reduz o tempo de entrada. "É possível acessar somente com o rosto, sem precisar carregar mídias físicas ou cartões, e a validação acontece em menos de um segundo. Isso tudo gera comodidade, agilidade e segurança aos clubes, público e arenas de uma forma geral", diz Tironi Paz Ortiz, CEO e fundador da Imply, que possui clientes como Conmebol e FIFA no currículo.

Quanto custa implementar o sistema

O investimento esperado nesse processo é de R$ 100 milhões. Estima-se que o custo total de operação, incluindo montagem das catracas e manutenção, varie entre R$ 4 milhões e R$ 9 milhões, a depender do tamanho de cada estádio.

Perguntas Frequentes

O reconhecimento facial é obrigatório em todos os estádios?

Sim, desde junho de 2025, em todos os estádios brasileiros com capacidade superior a 20 mil pessoas.

Quem fornece a tecnologia?

A Imply Tecnologia é uma das fornecedoras, atendendo arenas como Beira-Rio, Arena Fonte Nova, Arena Castelão, Arena Pernambuco, Arena das Dunas e Arena Independência.

O sistema realmente aumenta a segurança?

Segundo clubes e a empresa, o sistema cruza dados do ingresso com a biometria, dificultando fraudes, cambismo e acesso de pessoas proibidas por decisão judicial.

Quanto tempo leva para entrar no estádio com o sistema?

A validação facial ocorre em menos de um segundo, eliminando a necessidade de mídias físicas ou cartões.

O investimento é só para os estádios grandes?

O custo total de operação varia entre R$ 4 milhões e R$ 9 milhões, dependendo do tamanho de cada estádio, com investimento esperado de R$ 100 milhões no processo.

Otávio Reinhardt Maia
Sobre o autor · Crítico de Cinema de Gênero

Defensor do terror, sci-fi e cult, leva a sério o que a crítica esnoba.

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