# NFL no Rio: Terceira edição abraça a brasilidade com Péricles e Ricky Martin

> A NFL (National Football League) celebrou sua terceira edição no Brasil, com o Rio de Janeiro como palco da partida em 27 de setembro de 2026. O evento no Maracanã buscou integrar elementos da cultura brasileira à tradicional competição americana, com diversas ativações.

*Catavento · Análises e Críticas · 28 de setembro de 2026 · Lúcia Hartmann Veloso*

A estreia da NFL (National Football League) no Rio de Janeiro, em 27 de setembro de 2026, no Maracanã, buscou incorporar um toque brasileiro à competição. Durante a execução do hino nacional, interpretado pelo cantor Péricles, um grande mosaico com a frase "O Rio também joga" e representações dos quarterbacks Lamar Jackson (Baltimore Ravens) e Dak Prescott (Dallas Cowboys) foi estendido nas arquibancadas.

O clima festivo foi amplificado por apresentações musicais de Ricky Martin e Pedro Sampaio antes da partida e no intervalo, com fogos de artifício nas cores verde e amarela. O público lotou o estádio carioca, muitos comparecendo com uniformes das equipes, e celebridades como Luciano Huck também estiveram presentes.

Uma iniciativa conjunta do Maracanã e da liga envolveu camadas de fibra sintética no gramado. O perfil do estádio nas redes sociais mostrou a pintura característica da modalidade, com nomes e logos das equipes nas extremidades (end zones) e linhas de jardas marcadas.

Durante o primeiro tempo do duelo, válido pela terceira rodada da temporada, o Baltimore Ravens venceu o Dallas Cowboys por 17 a 13. A torcida vibrou a cada jogada, especialmente quando o Dallas atacava, demonstrando a maior presença de seus aficionados no Maracanã.

A NFL recriou a atmosfera de seus espetáculos nos Estados Unidos. Ricky Martin e Pedro Sampaio lançaram no show do intervalo a canção "Pikito Pikito". O esquema de segurança foi robusto, similar ao utilizado na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016 no Rio. O transporte público contou com esquema especial, com metrô funcionando das 7h às 23h e trem até às 22h, com reforços.

Ativações promoveram a modalidade na cidade, como uma projeção especial no Cristo Redentor com a frase "O Rio também joga", um balão de capacete da NFL na Lagoa Rodrigo de Freitas e faixas da NFL Rio Game sobrevoando a orla. A liga também promoveu a pré-estreia do documentário "Depois do Impacto", sobre a reconstrução do time brasileiro Coritiba Crocodiles após um acidente em 2024.

Gerardo Chapa, diretor de conteúdo da NFL na Espanha e América Latina, afirmou que a história do Coritiba Crocodiles mostra que o futebol americano existe no Brasil o ano inteiro, sendo mais do que uma importação gringa, mas algo vivo e comunitário. O contrato da NFL para jogos no Rio tem duração de cinco anos, com previsão de ao menos três partidas no período.

## Análise: Integração Cultural e Estratégia de Longo Prazo

A terceira edição da NFL no Brasil, desta vez no Rio de Janeiro, evidencia uma estratégia clara da liga em consolidar sua presença no país, indo além da simples realização de jogos. A aposta na "brasilidade", com a participação de artistas nacionais como Péricles, Ricky Martin e Pedro Sampaio, e a ativação de ícones locais como o Cristo Redentor, demonstram um esforço em conectar a marca NFL com a cultura brasileira. O aprimoramento do gramado e a infraestrutura de segurança e transporte, alinhados aos padrões de grandes eventos, também reforçam o compromisso com a experiência do fã. A exibição do documentário "Depois do Impacto" e a declaração de Gerardo Chapa sublinham a intenção da NFL de fomentar o futebol americano local e integrá-lo à comunidade, projetando um crescimento sustentável a longo prazo, com um contrato que prevê futuras edições e um ciclo de cinco anos de jogos no Rio.

---

Fonte (canonical): https://catavento.art.br/analises-e-criticas/sua-terceira-edicao-pais-nfl-abraca-brasilidade-8211-27092026-8211-esporte/
