# Operação da PF: prisão de bicheiro, ex-presidente da Alerj e pastor

> Operação da Polícia Federal prendeu um bicheiro, um ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e um pastor. As investigações apontam para crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção. A ação visa desarticular esquema ilícito que envolvia figuras públicas e privadas no estado do Rio de Janeiro.

*Catavento · Bastidores · 02 de julho de 2026 · Otávio Reinhardt Maia*

A Polícia Federal deflagrou uma operação que resultou na prisão de um bicheiro, um ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e um pastor. As investigações apontam para crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

## Operação da PF: prisão de bicheiro, ex-presidente da Alerj e pastor

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, uma operação que resultou na prisão de um bicheiro, um ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e um pastor. As investigações, que correm sob segredo de Justiça, apontam para um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e exploração ilegal de jogos de azar.

Os alvos da operação são suspeitos de integrar uma organização criminosa que atuava há décadas no estado. As prisões foram autorizadas pela Justiça Federal, que também determinou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

## Quem são os presos na operação da PF

O bicheiro preso é um dos nomes históricos do jogo do bicho no Rio de Janeiro, atividade ilegal que há anos é alvo de investigações. O ex-presidente da Alerj, que comandou a casa legislativa entre 2015 e 2016, é acusado de usar o cargo para favorecer interesses do grupo. O pastor, por sua vez, seria o responsável por intermediar contatos e ocultar recursos por meio de instituições religiosas.

Segundo a Polícia Federal, a investigação começou há mais de um ano, a partir de informações da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). As movimentações financeiras atípicas detectadas pelos órgãos de controle indicavam um fluxo milionário de recursos não declarados.

## As acusações e os crimes investigados

Os crimes investigados incluem corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, exploração ilegal de jogos de azar e organização criminosa. A Polícia Federal aponta que o grupo utilizava empresas de fachada e contas de terceiros para movimentar o dinheiro ilegal.

"As investigações revelaram um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro, com utilização de laranjas e empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos", informou a PF em nota oficial.

A exploração ilegal de jogos de azar, como o jogo do bicho, é uma contravenção penal prevista no Decreto-Lei 3.688/1941. Quando associada a outros crimes, como corrupção e lavagem de dinheiro, as penas podem ser agravadas.

## O papel do ex-presidente da Alerj

O ex-presidente da Alerj, que também é ex-deputado estadual, é acusado de usar sua influência política para aprovar leis que beneficiassem o grupo criminoso. Durante seu mandato, ele teria recebido vantagens indevidas para liberar recursos e facilitar contratos públicos.

A investigação da PF aponta que o ex-presidente da Alerj atuava como elo entre o bicheiro e o poder público. As provas incluem mensagens, registros de reuniões e depósitos bancários investigação sobre corrupção na Alerj.

## A ligação com o pastor

O pastor preso na operação é líder de uma igreja evangélica de médio porte no Rio de Janeiro. Segundo as investigações, ele utilizava a estrutura da igreja para lavar dinheiro do jogo do bicho e de outras atividades ilegais. Doações de fiéis e dízimos eram usados como fachada para movimentar recursos.

A Polícia Federal encontrou, durante as buscas, documentos que comprovam a utilização de contas bancárias da igreja para receber pagamentos de empresas ligadas ao esquema. O pastor também é suspeito de ocultar patrimônio em nome de terceiros.

## Histórico de operações contra o jogo do bicho

O jogo do bicho é uma contravenção penal tradicional no Rio de Janeiro, mas que frequentemente se associa a outros crimes. A Polícia Federal já realizou diversas operações contra bicheiros ao longo das últimas décadas. A mais famosa foi a Operação Hurricane, em 2007, que desarticulou um esquema de exploração ilegal de caça-níqueis e lavagem de dinheiro.

Desde então, a PF tem mantido um foco constante no combate ao crime organizado ligado ao jogo do bicho. A operação atual, no entanto, surpreendeu pela amplitude e pelos nomes envolvidos.

## Próximos passos da investigação

A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novas prisões não estão descartadas. Os presos serão encaminhados para o sistema prisional, onde aguardarão julgamento. A Justiça Federal analisará as provas coletadas e decidirá sobre a manutenção das prisões.

O Ministério Público Federal (MPF) acompanha o caso e pode oferecer denúncia contra os investigados nos próximos meses. As penas para os crimes podem chegar a 20 anos de prisão.

## Perguntas Frequentes

### Quem foi preso na operação da PF?

Foram presos um bicheiro, um ex-presidente da Alerj e um pastor, todos suspeitos de integrar organização criminosa.

### Quais são os crimes investigados?

Corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, exploração ilegal de jogos de azar e organização criminosa.

### Qual é a relação entre os presos?

O bicheiro comandava o esquema, o ex-presidente da Alerj usava influência política e o pastor ocultava recursos.

### O que é o jogo do bicho?

É uma contravenção penal prevista no Decreto-Lei 3.688/1941, que consiste em apostas ilegais em números de animais.

### A operação tem relação com outras investigações?

Sim, a PF já realizou operações semelhantes no passado, como a Operação Hurricane, em 2007.

### O que acontece agora com os presos?

Eles aguardarão julgamento no sistema prisional. A Justiça Federal decidirá sobre a manutenção das prisões.

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Fonte (canonical): https://catavento.art.br/bastidores/operacao-pf-tem-prisao-bicheiro-ex-presidente-alerj-pastor/
