Coletivo ocupa a Av. Paulista com bordados políticos e afeto contra o preconceito
Em São Paulo, agulhas, linhas coloridas e pedaços de pano se transformaram em armas de artilharia política e social. Essa é a premissa do Linhas de Sampa, um coletivo de esquerda e suprapartidário que, desde abril de 2018, ocupa o espaço urbano da capital para costurar pautas como direitos humanos, saúde, educação, diversidade de gênero e combate ao racismo.
Em vez de entregar os panfletos tradicionais de papel que muitas vezes vão direto para o lixo, eles criam os "panfletos bordados". São quadradinhos de tecido com mensagens potentes para a galera prender na jaqueta, na mochila ou na ecobag. Tudo é distribuído de forma 100% gratuita, afinal, como eles mesmos defendem, "ideias não se vendem".
Bordado como ação social e política
O coletivo nasceu em um momento de ebulição política no Brasil, inspirado nas Alterosas pelo grupo mineiro Linhas do Horizonte. Mas muito além da militância tradicional de palanque, o Linhas de Sampa traz uma camada profunda de sensibilidade e humanidade para o asfalto cinzento de São Paulo.
Para Alice Oliveira, integrante do coletivo, o ato de alinhavar linhas em um pedaço de pano carrega um significado terapêutico e comunitário que acolhe quem passa. Ela traduz essa essência com sensibilidade: "Somos um Coletivo de pessoas, a maioria mulheres, que bordam. Porém não bordamos pela arte do bordado, mas bordamos para produzir, por meio dele, uma ação social e política."
Como funciona o coletivo Linhas de Sampa
A atuação do grupo acontece de forma totalmente independente. Eles não aceitam doações em dinheiro e se mantêm por conta própria, quem quiser ajudar, pode colaborar doando linhas e tecidos. Sob a faixa "LINHAS DE SAMPA - Bordando Soberania com Justiça Social", o coletivo constrói uma grande teia nacional, que já se espalha por outras cidades paulistas (como Santos, Ilhabela e Mogi das Cruzes) e outros estados do país.
Dia do Bordado: ressignificando a data
O momento não poderia ser mais propício para conhecer o corre dessa galera: nesta semana é celebrado o Dia do Bordado (30 de julho). O coletivo ressignifica totalmente essa data, mostrando que o ponto cruz e o avesso perfeito também servem para desenhar novos caminhos para a democracia e dar voz para quem precisa.
Como participar do coletivo
Se você curtiu a ideia e quer aprender a bordar ou simplesmente trocar uma ideia sobre política e direitos humanos, o funcionamento do coletivo é super acolhedor e aberto ao público. Seja para garantir o seu panfleto de tecido para customizar o visual ou para passar uma tarde de domingo transformando indignação em arte, o Linhas de Sampa prova que onde houver uma boa luta, e uma linha colorida, haverá resistência.
Perguntas Frequentes
O que é o coletivo Linhas de Sampa?
É um coletivo de esquerda e suprapartidário que desde abril de 2018 ocupa a Av. Paulista com bordados políticos, distribuindo panfletos de tecido gratuitos com mensagens sobre direitos humanos, diversidade e combate ao preconceito.
Como conseguir um panfleto bordado?
Os panfletos bordados são distribuídos gratuitamente durante as ações do coletivo na Av. Paulista. Basta comparecer e pegar o seu para prender na jaqueta, mochila ou ecobag.
O coletivo aceita doações em dinheiro?
Não. O Linhas de Sampa não aceita doações em dinheiro e se mantém por conta própria. Quem quiser ajudar pode colaborar doando linhas e tecidos.
Onde mais o coletivo atua?
Além da Av. Paulista, o coletivo já se espalha por outras cidades paulistas como Santos, Ilhabela e Mogi das Cruzes, além de outros estados do país.
Como participar das atividades?
O coletivo é aberto ao público. Quem quiser aprender a bordar ou trocar ideias sobre política e direitos humanos pode se aproximar durante as ações na Av. Paulista.
