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Seca em Roraima: Ministério da Saúde prepara SUS

ResumoO Ministério da Saúde enviará missão técnica a Roraima nos dias 15 e 16 de setembro de 2026 para avaliar a resposta do SUS à estiagem. Roraima está em emergência desde 2 de setembro, e agosto de 2026 registrou recorde de focos de calor no estado.

Missão técnica do Ministério da Saúde vai a Roraima nos dias 15 e 16 de setembro avaliar a resposta do SUS à estiagem. Estado está em emergência desde 2 de setembro, e agosto de 2026 registrou recorde de focos de calor.

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Seca em Roraima: Ministério da Saúde prepara SUS
Seca em Roraima: Ministério da Saúde prepara SUSFoto: Reprodução · Catavento

O Ministério da Saúde realiza, nos dias 15 e 16 de setembro, uma visita técnica a Roraima para avaliar a capacidade de resposta do estado aos impactos da seca e da estiagem sobre a saúde da população e o funcionamento dos serviços. A missão será conduzida pelo Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP), da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), em articulação com as secretarias de Atenção Especializada à Saúde (SAES), de Atenção Primária à Saúde (SAPS) e de Saúde Indígena (SESAI), além da Secretaria de Estado da Saúde de Roraima.

A visita ocorre diante do agravamento das condições climáticas. Em 2 de setembro, o Governo de Roraima decretou situação de emergência por causa da estiagem, classificada como desastre de nível 2, de média intensidade, pelo período de 180 dias. A atuação do El Niño, hoje classificada como de intensidade muito forte, pode intensificar a seca nos próximos meses, elevando o risco de incêndios florestais e os possíveis impactos sobre a população e a rede de saúde.

Os indicadores ambientais já sinalizam esse agravamento. Agosto de 2026 registrou o maior número de focos de calor da série histórica para o período em Roraima. Até 27 de agosto, foram contabilizadas 87 ocorrências, superando o recorde anterior, de 78 focos, registrado em 2023.

O que a missão técnica vai discutir em Roraima

Durante a visita, representantes do Ministério da Saúde e do estado vão apresentar o cenário da seca e da estiagem, discutir as estratégias de preparação já existentes e avaliar as possibilidades de apoio federal. A programação prevê a definição de uma estratégia de intervenção e a construção conjunta de um plano de ação para o enfrentamento dos impactos associados ao El Niño. No segundo dia da agenda, o plano será apresentado e pactuado entre os participantes.

A iniciativa integra as ações de preparação e resposta do Ministério da Saúde diante de emergências relacionadas ao clima e ocorre em meio à mobilização nacional para preparar o SUS para os impactos do El Niño. No início de setembro, gestores dos 26 estados e do Distrito Federal participaram de uma nova etapa de construção dos Planos Estaduais de Enfrentamento ao fenômeno, considerando riscos, necessidades e vulnerabilidades de cada território.

Como o SUS se prepara para eventos climáticos extremos

A atuação federal inclui o monitoramento de estiagens prolongadas, ondas de calor, incêndios florestais, baixa umidade, chuvas intensas e enchentes, com produção de análises para orientar alertas, identificar áreas prioritárias, apoiar a preparação da rede de saúde e atualizar os planos de contingência.

Nesse trabalho, o Ministério da Saúde conta com oito Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), localizados em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Santarém (PA), Salvador (BA) e Fortaleza (CE). Os centros reúnem e analisam dados climáticos e epidemiológicos para identificar riscos, apoiar a elaboração de planos de contingência e subsidiar a resposta do SUS diante de eventos extremos.

A Força Nacional do SUS (FN-SUS) também está disponível para apoiar estados e municípios nas ações de assistência, conforme a necessidade e a avaliação técnica de cada ocorrência. O país conta atualmente com três bases regionais em funcionamento, em Porto Alegre, Salvador e Rio de Janeiro. Equipadas com posto médico avançado, comunicação via satélite e drones, as estruturas podem deslocar apoio para localidades de suas regiões de referência em até 12 horas. Outras seis bases estão previstas até o fim de 2026.

As iniciativas fazem parte de uma estratégia mais ampla de adaptação do setor saúde às mudanças climáticas. Apresentado durante a COP30, o AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, estabelece 27 metas e 93 ações até 2035, com previsão de R$ 9,8 bilhões em investimentos para a adaptação estrutural da rede de saúde.

Otávio Reinhardt Maia
Sobre o autor · Crítico de Cinema de Gênero

Defensor do terror, sci-fi e cult, leva a sério o que a crítica esnoba.

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