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Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: greve amanhã

ResumoRodoviários do Rio de Janeiro não chegaram a acordo com patrões após terceira rodada de negociação no TRT-1. A categoria mantém greve para quinta-feira, afetando linhas municipais e intermunicipais. O impasse envolve reajuste salarial e benefícios, sem previsão de nova reunião.

Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões após terceira rodada de negociação no TRT-1. Categoria mantém greve para esta quinta-feira, afetando linhas municipais e intermunicipais. Entenda os motivos e os impactos.

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Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: greve amanhã
Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: greve amanhãFoto: Reprodução · Catavento

Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões: greve marcada para quinta-feira

A terceira rodada de negociação entre o Sindicato dos Rodoviários do Rio e o Sindicato das Empresas de Ônibus (Rio Ônibus) terminou sem acordo na tarde desta quarta-feira, na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1). A categoria reivindica reajuste salarial de 12%, manutenção do vale-refeição em R$ 35,00 e fim da jornada 6×1, com adoção da escala 5×2. As empresas ofereceram 6% de reajuste e redução do vale para R$ 28,00. Sem consenso, a greve está mantida para esta quinta-feira, das 5h às 9h.

Rodoviários do Rio não chegam a acordo com patrões, a frase resume o impasse que deve parar parte da cidade amanhã cedo. Em 2025, a última greve da categoria durou três dias e afetou 4 milhões de passageiros por dia (Rio Ônibus, relatório anual, 2025). Desta vez, a paralisação é de quatro horas, mas pode se estender se não houver nova convocação do TRT-1.

O que os rodoviários pedem

A pauta de reivindicações dos rodoviários do Rio inclui:

  • Reajuste salarial de 12%: a inflação acumulada em 12 meses medida pelo IPCA-IBGE fechou maio em 4,2%. A categoria argumenta que o poder de compra foi corroído nos últimos anos.
  • Manutenção do vale-refeição em R$ 35,00: as empresas querem reduzir para R$ 28,00, o que representaria perda de 20% no benefício.
  • Fim da jornada 6×1 e adoção da escala 5×2: a jornada atual prevê seis dias de trabalho por um de folga. A proposta é reduzir para cinco dias trabalhados e dois de folga, sem redução salarial.
  • Reajuste no tíquete-alimentação: de R$ 280,00 para R$ 350,00.
  • Plano de saúde com coparticipação reduzida: os rodoviários querem que a coparticipação seja limitada a 10% do valor do procedimento.

A contraproposta das empresas

O Sindicato das Empresas de Ônibus do Rio de Janeiro (Rio Ônibus) apresentou contraproposta na audiência de conciliação:

  • Reajuste salarial de 6%, metade do pedido.
  • Vale-refeição reduzido para R$ 28,00.
  • Manutenção da jornada 6×1.
  • Tíquete-alimentação reajustado para R$ 300,00.
  • Plano de saúde com coparticipação mantida nos patamares atuais.

As empresas alegam que o setor enfrenta queda de 15% no número de passageiros pagantes desde 2024 (Rio Ônibus, dados setoriais, 2026). Segundo o Sindicato, a redução se deve ao aumento do home office e à concorrência do transporte por aplicativo.

O papel do TRT-1

O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) mediou as três rodadas de negociação. Na primeira, em 10 de junho, não houve avanço. Na segunda, em 17 de junho, as partes apresentaram propostas, mas sem acordo. Na terceira, nesta quarta-feira, o desembargador Carlos Alberto Reis propôs uma conciliação com reajuste de 8% e vale-refeição em R$ 32,00, recusada por ambos os lados.

O TRT-1 deve julgar a legalidade da greve em caráter de urgência. Se considerar a paralisação abusiva, pode determinar multa diária de R$ 100 mil ao sindicato. Em 2025, o tribunal considerou a greve dos rodoviários abusiva após o segundo dia, mas a categoria manteve a paralisação por mais 24 horas.

Impactos na cidade

A greve de quatro horas, das 5h às 9h, afeta diretamente o deslocamento de cerca de 3 milhões de passageiros que usam ônibus municipais e intermunicipais no Rio de Janeiro (Secretaria Municipal de Transportes, dados de 2025). As linhas que cortam a Zona Norte, Zona Oeste e Baixada Fluminense são as mais atingidas.

A prefeitura do Rio anunciou que vai reforçar a frota do BRT e do VLT durante o período da greve. O metrô opera normalmente, com intervalos reduzidos. A SuperVia também mantém a operação regular, mas com possibilidade de lotação.

O que esperar para os próximos dias

Se a greve não for suspensa até o fim da manhã de quinta-feira, o TRT-1 pode convocar uma nova audiência para sexta-feira. Caso as partes não cheguem a um acordo, a categoria pode votar pela continuidade da greve por tempo indeterminado.

O Sindicato dos Rodoviários prometeu realizar assembleia na manhã de quinta-feira, às 10h, na sede do sindicato, na Rua do Lavradio, 180, Centro do Rio. A categoria decidirá se aceita a proposta do tribunal ou se mantém a paralisação.

Perguntas Frequentes

A greve dos rodoviários do Rio é legal?

A greve foi convocada após assembleia da categoria, com aprovação de 87% dos presentes. O TRT-1 ainda não julgou a legalidade. Se considerar abusiva, pode determinar multa.

Quais linhas de ônibus serão afetadas?

Todas as linhas municipais e intermunicipais operadas por empresas filiadas ao Rio Ônibus. As linhas do BRT e VLT não são afetadas diretamente, mas podem ter superlotação.

O metrô vai funcionar durante a greve?

Sim, o metrô opera normalmente, com intervalos reduzidos para atender à demanda.

Quando será a próxima audiência?

Não há data confirmada. O TRT-1 deve convocar as partes para uma nova audiência na sexta-feira, 26 de junho, se a greve não for suspensa.

Os rodoviários podem entrar em acordo ainda hoje?

É improvável. As propostas das duas partes estão distantes. A mediação do TRT-1 pode avançar se houver disposição de ambos os lados para ceder.

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Lúcia Hartmann Veloso
Sobre o autor · Cronista de Música e Cena Cultural

Anda show e bar de jazz, escreve sobre música ao vivo e a cena que a cerca.

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