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5 decisões que empresas devem tomar em 2026 na reforma

ResumoA reforma tributária brasileira exige que empresas tomem cinco decisões estratégicas em 2026 antes da mudança do Simples Nacional em 2027. As escolhas envolvem regime tributário, aproveitamento de créditos, reajuste de preços, revisão de contratos e gestão de caixa. A definição antecipada dessas ações minimiza riscos fiscais e aproveita oportunidades de transição.

A reforma tributária muda o Simples Nacional em 2027. Antes disso, em 2026, as empresas precisam decidir regime, créditos, preços, contratos e caixa. Veja as 5 decisões.

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5 decisões que empresas devem tomar em 2026 na reforma
5 decisões que empresas devem tomar em 2026 na reformaFoto: Reprodução · Catavento

A reforma tributária muda o Simples Nacional a partir de 1º de janeiro de 2027. A incorporação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o chamado Simples Nacional híbrido e o fim do regime de caixa alteram decisões tributárias, comerciais e financeiras de microempresas e empresas de pequeno porte. Parte dessas escolhas precisa ser formalizada já em setembro de 2026.

A primeira decisão é avaliar se o Simples Nacional continua sendo o regime adequado. Para quem quer entrar no regime em 2027, a solicitação deve ser feita entre 1º e 30 de setembro de 2026. Empresas já optantes permanecem automaticamente, mas a Receita Federal recomenda consultar a situação fiscal no Portal do Simples Nacional. O sublimite de R$ 3,6 milhões passa a valer também para o IBS, além de ICMS e ISS.

A segunda decisão é escolher entre manter IBS e CBS no DAS ou adotar o regime regular, o chamado Simples Nacional híbrido. Para o primeiro semestre de 2027, a opção pelo regime regular deve ser feita entre 1º e 30 de setembro de 2026. Quem optar pode cancelar até 30 de novembro, de forma irretratável. Quem ficar no DAS terá nova chance entre 1º e 31 de março de 2027.

A terceira decisão envolve a análise de créditos. Pela Emenda Constitucional nº 132, quem recolhe IBS e CBS no Simples não apropria créditos. No regime regular, a empresa segue a não cumulatividade. No B2B, clientes podem comparar fornecedores pelo crédito gerado, não só pelo preço.

A quarta decisão é revisar preços e contratos para 2027. A CBS substitui PIS e Cofins no Simples; o IBS entra gradualmente. Contratos de longo prazo precisam de cláusulas sobre tributos, reajuste e créditos.

A quinta decisão é preparar o caixa para o fim do regime de caixa em 1º de janeiro de 2027. As receitas passam a ser consideradas no faturamento, não no recebimento. Uma venda a prazo pode gerar tributo antes do dinheiro entrar. Empresas que usam regime de caixa precisam decidir se vão ajustar prazos, preços ou financiamento.

A recomendação é simular cada cenário com dados próprios antes de setembro de 2026.

Caio Sttédile Marques
Sobre o autor · Crítico de Cinema e Streaming

Mapeia o que vale a pena na enxurrada de catálogo, do algoritmo à autoria.

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