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China afirma que negócios com Irã não serão interrompidos

ResumoChina afirma que negócios com Irã não serão interrompidos, conforme declaração oficial do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês. A cooperação bilateral ocorre dentro do direito internacional, apesar das novas sanções dos EUA contra 60 alvos, que não incluem bancos chineses. A posição chinesa mantém-se firme em relação ao comércio legítimo com Teerã.

China afirma que negócios com Irã não serão interrompidos. Porta-voz defende cooperação dentro do direito internacional. Novas sanções dos EUA miram 60 alvos, mas não incluem bancos chineses.

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China afirma que negócios com Irã não serão interrompidos
China afirma que negócios com Irã não serão interrompidosFoto: Reprodução · Catavento

A China afirmou nesta terça-feira (25) que não interromperá negócios com o Irã, em resposta às novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos. O porta-voz Lin Jian, da China, maior compradora de petróleo iraniano, disse que a cooperação bilateral ocorre dentro do direito internacional e não deve sofrer interferência nem ser interrompida.

As medidas norte-americanas miram nações que continuarem negociando com o Irã, com risco de saída do sistema financeiro baseado no dólar. Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, não deu cronograma nem identificou países-alvo. Segundo a Reuters, as sanções atingem 60 indivíduos, entidades e embarcações, sem incluir instituições financeiras chinesas.

Quase seis meses após o início dos ataques dos EUA e de Israel, o governo Trump busca isolar a economia iraniana. A China, porém, sinaliza que manterá as relações comerciais. Donald Trump e Xi Jinping têm encontro marcado em Washington para o final de setembro.

O Irã também se manifestou. Autoridades iranianas e paquistanesas discutiram, na segunda-feira, a retomada de negociações de paz. O porta-voz do Parlamento Iraniano afirmou que os EUA "não têm condições econômicas de restringir ainda mais suas relações com outros países", e que parceiros comerciais do Irã não levarão as declarações de sanções em consideração.

O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, lembrou que há 15 anos autoridades norte-americanas anunciam medidas supostamente definitivas contra o Irã, sem sucesso. Nos Estados Unidos, a aprovação pública da guerra caiu ao nível mais baixo desde o início do conflito. A popularidade de Trump também é a menor registrada: apenas 31% dos norte-americanos apoiam a ação militar.

A situação mostra que, apesar das sanções, a China mantém sua posição comercial. O encontro entre Trump e Xi pode ser decisivo para o futuro das relações. Para quem acompanha geopolítica, o desfecho depende de negociações que ainda não têm data para acontecer. A recomendação é monitorar os próximos passos de Washington e Pequim, pois o impacto no comércio global de petróleo pode ser significativo.

Caio Sttédile Marques
Sobre o autor · Crítico de Cinema e Streaming

Mapeia o que vale a pena na enxurrada de catálogo, do algoritmo à autoria.

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