A China afirmou nesta terça-feira (25) que não interromperá negócios com o Irã, em resposta às novas sanções anunciadas pelos Estados Unidos. O porta-voz Lin Jian, da China, maior compradora de petróleo iraniano, disse que a cooperação bilateral ocorre dentro do direito internacional e não deve sofrer interferência nem ser interrompida.
As medidas norte-americanas miram nações que continuarem negociando com o Irã, com risco de saída do sistema financeiro baseado no dólar. Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, não deu cronograma nem identificou países-alvo. Segundo a Reuters, as sanções atingem 60 indivíduos, entidades e embarcações, sem incluir instituições financeiras chinesas.
Quase seis meses após o início dos ataques dos EUA e de Israel, o governo Trump busca isolar a economia iraniana. A China, porém, sinaliza que manterá as relações comerciais. Donald Trump e Xi Jinping têm encontro marcado em Washington para o final de setembro.
O Irã também se manifestou. Autoridades iranianas e paquistanesas discutiram, na segunda-feira, a retomada de negociações de paz. O porta-voz do Parlamento Iraniano afirmou que os EUA "não têm condições econômicas de restringir ainda mais suas relações com outros países", e que parceiros comerciais do Irã não levarão as declarações de sanções em consideração.
O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, lembrou que há 15 anos autoridades norte-americanas anunciam medidas supostamente definitivas contra o Irã, sem sucesso. Nos Estados Unidos, a aprovação pública da guerra caiu ao nível mais baixo desde o início do conflito. A popularidade de Trump também é a menor registrada: apenas 31% dos norte-americanos apoiam a ação militar.
A situação mostra que, apesar das sanções, a China mantém sua posição comercial. O encontro entre Trump e Xi pode ser decisivo para o futuro das relações. Para quem acompanha geopolítica, o desfecho depende de negociações que ainda não têm data para acontecer. A recomendação é monitorar os próximos passos de Washington e Pequim, pois o impacto no comércio global de petróleo pode ser significativo.
