Análises e Críticas

Cidades-sede da Copa cobram milhões prometidos pela Fifa

ResumoAs 11 cidades-sede da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos cobram da Fifa milhões de dólares prometidos como contribuição de legado. A entidade não comenta o atraso nos repasses. O montante total reivindicado pelas cidades americanas permanece não divulgado oficialmente.

As 11 cidades-sede da Copa de 2026 nos EUA cobram da Fifa milhões de dólares prometidos como contribuição de legado. A entidade não comenta o atraso.

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Eleições 2026: TSE divulga regras de arrecadação e contas
Eleições 2026: TSE divulga regras de arrecadação e contasFoto: Reprodução · Catavento

Cidades-sede da Copa afirmam que Fifa ainda lhes deve dinheiro

As 11 cidades-sede dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026 cobram da Fifa milhões de dólares que acreditam terem sido prometidos pela entidade máxima do futebol, mas que até agora não foram pagos. A promessa, feita pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, antes da Copa do Mundo de Clubes de 2025, era de US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões) a cada cidade como "contribuição de legado", para construir minicampos e apoiar "projetos sociais".

Segundo quatro executivos dos comitês de cidades-sede, que pediram anonimato para preservar relacionamentos, a direção da Fifa garantiu reiteradamente que elas receberiam o mesmo valor, embora a entidade jamais tenha feito declaração pública a respeito. A promessa foi verbal, feita em reuniões, e o dinheiro não saiu. Várias cidades agora cobram dos funcionários da Fifa informações atualizadas. A Fifa não quis comentar quando procurada pelo The Athletic.

O valor prometido e o silêncio da Fifa

A situação se complica porque alguns comitês estão encerrando atividades após o torneio, o que dificulta saber quem receberia os pagamentos. Outros tentam fechar relatórios financeiros sem saber se devem incluir esses valores. Dois executivos disseram ao The Athletic que não entendem como a Fifa, que comemorou receitas superiores a US$ 15 bilhões (R$ 76,5 bilhões) no ciclo 2023-2026, pode protelar pagamentos "relativamente pequenos" às cidades que subsidiaram seu torneio. O orçamento operacional da Fifa para o evento foi de cerca de US$ 2,7 bilhões (R$ 13,8 bilhões).

O peso do contribuinte norte-americano

O contribuinte norte-americano arcou com parcela enorme dos custos, com despesas na casa dos bilhões em segurança, transporte, logística e operações. A Fifa ficou com a maior parte das receitas de ingressos, transmissão, patrocínios, alimentação e estacionamentos. As cidades bancaram transporte e segurança, além de faixas de trânsito e escoltas policiais para VIPs, despesas de seis dígitos para "estádios limpos" e US$ 13 milhões para o gramado do MetLife Stadium receber a final em 19 de julho.

O caso de Kansas City

O comitê-sede de Kansas City informou ter recebido US$ 42,5 milhões do Missouri, US$ 28 milhões do Kansas, US$ 14,8 milhões de Kansas City e US$ 1,5 milhão de outras fontes públicas, totalizando US$ 86,8 milhões. Houve ainda US$ 59,52 milhões em assistência federal para segurança e US$ 13,3 milhões em subsídios para transporte. O Missouri abriu mão de US$ 15,6 milhões em impostos sobre ingressos para convencer a Fifa. A Fifa citava um relatório de US$ 30,5 bilhões em impacto econômico, enquanto a pressão sobre Infantino cresce, vinda da Uefa e de outras confederações.

Perguntas Frequentes

Por que a Fifa deve dinheiro às cidades-sede?

A Fifa prometeu US$ 1 milhão a cada cidade-sede como contribuição de legado, mas não pagou.

Quanto a Fifa prometeu a cada cidade?

US$ 1 milhão (R$ 5,1 milhões) por cidade, anunciado por Gianni Infantino antes da Copa do Mundo de Clubes de 2025.

As cidades-sede receberam alguma declaração pública da Fifa?

Não. A promessa foi verbal, feita em reuniões pela alta direção da Fifa, segundo executivos.

O que a Fifa disse sobre o atraso?

A Fifa não quis comentar quando procurada pelo The Athletic.

Quais cidades estão envolvidas?

Seattle, Baía de San Francisco, Los Angeles, Dallas, Houston, Kansas City, Atlanta, Filadélfia, Nova York-Nova Jersey, Miami e Boston.

Otávio Reinhardt Maia
Sobre o autor · Crítico de Cinema de Gênero

Defensor do terror, sci-fi e cult, leva a sério o que a crítica esnoba.

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