A comissão especial da Câmara dos Deputados sobre transição energética e produção de hidrogênio verde realiza, nesta quarta-feira (2), um seminário sobre a implementação e os desafios da Lei Combustível do Futuro. O debate, marcado para as 14 horas, em local a ser definido, atende a pedido do deputado Leônidas Cristino (CE), atualmente na suplência. A norma, publicada em 2024, criou programas nacionais de diesel verde, de combustível sustentável para aviação e de biometano, e também permitiu o aumento da mistura de etanol e de biodiesel à gasolina e ao diesel, respectivamente.
Ao justificar o pedido, o então parlamentar argumentou que a implementação de uma nova matriz energética é um dos grandes desafios globais, especialmente para promover a descarbonização dos setores industrial, de energia e de transportes. Para ele, nesse processo de transição para uma economia de baixo carbono, o hidrogênio verde é uma das opções mais viáveis. Estimativas apresentadas por ele projetam que a demanda pelo produto chegará a 680 milhões de toneladas métricas em 2050.
O seminário deve reunir especialistas e representantes do setor para discutir os próximos passos da legislação. Para quem acompanha o setor de energia, a pauta interessa diretamente: as mudanças na mistura de biocombustíveis afetam preços, oferta e a logística de abastecimento. O que está em jogo é a adaptação da indústria e dos consumidores a uma nova realidade energética, cujos efeitos práticos ainda serão sentidos ao longo dos próximos anos. O desfecho do debate pode indicar prioridades e ajustes na implementação da lei, com impacto direto na matriz energética brasileira.
