Curso de educação popular em saúde para o cuidado da população em situação de rua recebe inscrições até 9 de agosto
Quem trabalha na ponta do SUS, no cuidado direto a quem vive nas ruas, tem até domingo (9/8) para garantir uma vaga no 3º Processo Seletivo do Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde para o Cuidado à População em Situação de Rua, o EdPopRUA. São 2.700 vagas distribuídas entre Bahia, Goiás, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. O formulário eletrônico é o caminho, mas é preciso anexar a documentação exigida no edital para comprovar os requisitos. A formação é gratuita e acontece em parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco) e movimentos sociais da população em situação de rua.
Resposta direta: Estão abertas até domingo (9/8) as inscrições para o 3º Processo Seletivo do Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde para o Cuidado à População em Situação de Rua (EdPopRUA). São 2.700 vagas para educandos e educandas dos estados da Bahia, Goiás, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. A seleção é voltada a trabalhadores da Atenção Primária à Saúde e lideranças de movimentos sociais.
Quem pode se candidatar ao EdPopRUA
O curso é desenhado, prioritariamente, para trabalhadores de nível médio, técnico ou superior que já atuam no cuidado à população em situação de rua na Atenção Primária à Saúde (APS). Na prática, isso inclui quem está nas equipes de Consultório na Rua (eCR), de Saúde da Família (eSF), de Atenção Primária (eAP), de Saúde Bucal (eSB) e das equipes Multiprofissionais (eMulti).
Também podem se inscrever gestores da APS e lideranças dos movimentos da população em situação de rua. Ou seja, não é só o profissional de saúde que encontra espaço: quem constrói a luta por direitos nas ruas também tem assento nessa formação.
O que o curso oferece e por que ele importa agora
O EdPopRUA não é um curso qualquer. Ele nasce para qualificar o processo de trabalho de quem está na atenção primária e nos movimentos sociais, fortalecendo práticas de cuidado territorial, comunicação, educação popular em saúde e promoção do direito à saúde. A proposta é fazer com que o cuidado chegue onde a pessoa está, e não o contrário.
A iniciativa integra uma estratégia da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), da Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEPS-SUS) e da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População em Situação de Rua (PNAIS-Rua). Três políticas públicas que se encontram num mesmo curso para tentar resolver um problema concreto: a dificuldade de acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde.
Segundo o IBGE, a população residente do Brasil em 2022 era de 203.080.756 pessoas. Por trás desse número, há milhares de pessoas vivendo nas ruas, muitas vezes invisíveis para o sistema de saúde. É para elas que esse curso existe.
Plano Ruas Visíveis: a formação de 5 mil profissionais
O EdPopRUA faz parte das ações do Plano Ruas Visíveis, uma política que, no eixo Saúde, prevê a formação de 5 mil profissionais em diferentes municípios brasileiros. O objetivo é promover o trabalho interprofissional, a atuação em rede, a abordagem territorial, a comunicação e a educação popular em saúde.
Tudo isso contribui para a ampliação do acesso e da qualidade do cuidado ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Não é só um curso de aperfeiçoamento, é uma engrenagem de uma política maior que tenta mudar a forma como o cuidado chega nas ruas.
Como funciona o processo seletivo
O processo seletivo é a etapa que antecede o curso. Para participar, é necessário preencher o formulário eletrônico e anexar a documentação exigida no edital para comprovação dos requisitos. O edital é o documento que rege tudo: prazos, vagas, critérios de seleção e documentos necessários.
A dica é ler o edital com calma antes de preencher o formulário. Isso evita retrabalho e garante que você não perca o prazo por falta de um documento. A seleção é feita com base na documentação enviada, então atenção aos detalhes.
Por que essa formação é diferente
O que diferencia o EdPopRUA de outros cursos é a metodologia. A educação popular em saúde não é uma palestra, é uma construção coletiva. O curso coloca no mesmo espaço o profissional de saúde e a liderança do movimento social, ambos com saberes que se complementam.
Na minha experiência acompanhando a cena cultural e social do país, vi poucos espaços de formação que tratam o saber popular com tanta seriedade. Aqui, o conhecimento acadêmico não se sobrepõe ao saber de quem vive na rua, ele se soma. E é essa soma que fortalece o cuidado territorial.
A economia precária que sustenta o cuidado
Não dá para falar de cuidado à população em situação de rua sem falar da precariedade dos espaços e dos recursos. As equipes de Consultório na Rua muitas vezes trabalham com estrutura mínima, em territórios onde a violência e a falta de acesso são regra. O curso surge como uma ferramenta para fortalecer esses trabalhadores, mas também para reconhecer o trabalho que já é feito.
A formação é gratuita, o que já é um alívio num cenário de cortes e desvalorização. Mas o valor vai além do financeiro: é a chance de qualificar o processo de trabalho sem tirar o profissional da ponta, de onde ele não deveria sair.
Inscrições e prazos
As inscrições estão abertas até domingo (9/8). Não deixe para a última hora, porque o formulário eletrônico exige anexos e qualquer instabilidade pode atrapalhar. Veja todas as informações no edital, disponível no site oficial da iniciativa.
Para quem atua na APS ou nos movimentos sociais, essa é uma oportunidade rara de formação continuada com foco na população em situação de rua. E para quem pensa que isso é nicho, lembre-se: o cuidado à população em situação de rua é uma questão de saúde pública, e o SUS precisa de profissionais preparados para isso.
Se você se encaixa no perfil, não perca o prazo. Se não se encaixa, compartilhe com quem possa se interessar. A formação de 5 mil profissionais do Plano Ruas Visíveis depende de gente como você, que entende que o direito à saúde não pode esperar.
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Perguntas Frequentes
Quem pode se inscrever no EdPopRUA?
Podem se candidatar trabalhadores de nível médio, técnico ou superior que atuam no cuidado à população em situação de rua na Atenção Primária à Saúde (APS), incluindo equipes de Consultório na Rua (eCR), Saúde da Família (eSF), Atenção Primária (eAP), Saúde Bucal (eSB) e Multiprofissionais (eMulti), além de gestores da APS e lideranças dos movimentos da população em situação de rua.
Quantas vagas são oferecidas?
São 2.700 vagas para educandos e educandas dos estados da Bahia, Goiás, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.
Até quando posso me inscrever?
As inscrições estão abertas até domingo (9/8). É necessário preencher o formulário eletrônico e anexar a documentação exigida no edital.
O curso é gratuito?
Sim, a formação é gratuita e faz parte de uma parceria entre o Ministério da Saúde, o Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz Pernambuco) e movimentos sociais da população em situação de rua.
O que é o Plano Ruas Visíveis?
O EdPopRUA faz parte das ações do Plano Ruas Visíveis, que no eixo Saúde prevê a formação de 5 mil profissionais em diferentes municípios brasileiros, promovendo o trabalho interprofissional e a abordagem territorial no SUS.

