Distrito Federal e Cerrado enfrentam a fase mais crítica da estiagem
Com o ar seco e a vegetação castigada pela falta de chuva, o Distrito Federal e o Cerrado entraram na fase mais crítica da estiagem: os meses de agosto e setembro, quando o fogo dá as caras quase que diariamente. Por isso, é importante ficar atento aos focos de incêndio e seguir as orientações do Corpo de Bombeiros.
Qual é o cenário atual? Em agosto, a umidade do ar já está na casa dos 15%, e a tendência é que a seca se prolongue até o final do ano, intensificada pelo fenômeno do super El Niño, segundo a coordenadora de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais da Secretaria de Meio Ambiente do DF, Carolina Schubart.
Incêndios recentes: o que já aconteceu
Na tarde dessa terça-feira (11), dois incêndios mobilizaram a corporação ao mesmo tempo: um na reserva do Zoológico de Brasília, combatido com seis viaturas, drones e um avião; e outro próximo a uma residência em São Sebastião, que deixou quatro pessoas feridas. Nos dias anteriores, o fogo também suspendeu aulas no Campus da Universidade de Brasília na Ceilândia e atingiu a grama e jazigos do Cemitério da Asa Sul.
Números da estiagem: menos incêndios, mas ainda críticos
De janeiro a julho, o Distrito Federal já soma 2.320 incêndios em vegetação, bem menos que os 6.488 de 2025 e os 8.545 de 2024. A expectativa do Corpo de Bombeiros é repetir ou até melhorar esses números. Mas o capitão Jean Charles, porta-voz da corporação do DF, avisa: os meses mais críticos ainda estão por vir, e o risco se concentra nas regiões de maior cobertura vegetal.
"Normalmente, as áreas são aquelas que têm maior cobertura vegetal. Por exemplo: Brazlândia, Planaltina, Sobradinho, Gama e Recanto das Emas, não tanto, mas mais ali para o lado do Gama, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá. Nessas regiões mais limítrofes, também ali para a parte da Ceilândia, é onde se concentra, historicamente inclusive, o maior número de ocorrências.", Capitão Jean Charles, Corpo de Bombeiros do DF
Onde o risco é maior e o que está sendo feito
É justamente nessas regiões mais críticas que a Secretaria de Meio Ambiente do DF concentra o trabalho preventivo: aceiros mecânicos ao redor das unidades de conservação, 150 brigadistas contratados para monitoramento e combate, além de câmeras de detecção por imagem que emitem alertas em tempo real.
Como a estiagem afeta você e sua família
Além dos danos ambientais, a fumaça dos incêndios também tem cobrado seu preço na saúde da população. O período costuma registrar aumento nos atendimentos de emergência por problemas respiratórios, principalmente entre idosos e crianças. Se você mora em áreas com maior cobertura vegetal, como Brazlândia, Planaltina, Sobradinho, Gama, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá, redobre a atenção.
O que fazer ao avistar um incêndio
O Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Meio Ambiente reforçam que a prevenção segue sendo a melhor arma contra o fogo. Quem avistar um incêndio florestal deve ligar imediatamente para o 193, do Corpo de Bombeiros, ou para o 190, da Polícia Militar. Lembre-se: colocar fogo em vegetação é crime ambiental, com pena de seis meses a quatro anos de reclusão, dependendo se o incêndio foi acidental ou intencional. A maioria dos casos, no entanto, ocorre por descuido.
Perguntas Frequentes
Quando ocorre a fase mais crítica da estiagem no DF?
A fase mais crítica ocorre em agosto e setembro, quando o fogo aparece quase diariamente.
Quantos incêndios já foram registrados no DF em 2026?
De janeiro a julho, foram 2.320 incêndios em vegetação, menos que nos anos anteriores.
Quais regiões do DF são mais afetadas?
Brazlândia, Planaltina, Sobradinho, Gama, Recanto das Emas, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá estão entre as áreas de maior risco.
O que fazer ao avistar um incêndio florestal?
Ligue imediatamente para o 193, do Corpo de Bombeiros, ou para o 190, da Polícia Militar.
A fumaça dos incêndios afeta a saúde?
Sim, o período costuma registrar aumento nos atendimentos de emergência por problemas respiratórios, principalmente entre idosos e crianças.

