Um dia depois da avalanche que destruiu vilas inteiras no Nepal, equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes em meio à lama. Autoridades dos dois países atualizaram o balanço de vítimas: no Nepal, são 389 mortos confirmados e 900 pessoas desaparecidas; no Tibete, três mortos e 550 desaparecidos.
Equipes de resgate da Coreia do Sul chegaram ao Nepal para auxiliar nas buscas. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também ofereceu ajuda; segundo a Casa Branca, entre 50 e 60 norte-americanos estão desaparecidos.
A tragédia foi causada por um deslocamento de gelo e detritos. Parte de uma geleira se desprendeu no Monte Langtang Lirung, na cordilheira do Himalaia, e despencou pelo vale. Autoridades confirmaram que o fenômeno teve origem no lado do Nepal, e não no Tibete, como se acreditava anteriormente.
A força dos deslocamentos teve impacto equivalente a um terremoto de magnitude 5.2. Há risco de nova avalanche: o Centro de Estudos de Desastres da Universidade do Nepal explicou que a água liberada no deslizamento formou um lago que pode romper a qualquer momento. Equipes do Nepal e da China monitoram a situação.
