O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, caiu 0,32% em agosto, informou o IBGE nesta sexta-feira. É a menor taxa desde agosto de 2022, quando o indicador havia alcançado -0,36%. Em julho, o índice registrou alta de 0,07%.
Quatro dos nove grupos pesquisados apresentaram variação negativa, segundo o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves: Habitação (-1,87%), Transportes (-0,36%), Alimentação e Bebidas (-0,34%) e Comunicação (-0,09%). As altas oscilaram entre 0,02% no Vestuário e 1,30% em Despesas Pessoais.
A principal contribuição veio da Habitação, puxada pelo alívio no preço da energia elétrica residencial. Gonçalves afirma que a queda do grupo se configurou como a menor para um mês de agosto desde o Plano Real, vinda da contribuição de -0,33 ponto percentual da energia elétrica residencial, que recuou 7,63% no mês, em decorrência da incorporação do Bônus de Itaipu creditado nas faturas emitidas em agosto.
No ano, o IPCA acumula alta de 3,11% e, nos últimos 12 meses, ficou em 4,22%. Com o resultado, a inflação permanece dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Banco Central.
O INPC, Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que mede a variação percebida por famílias com renda entre 1 e 5 salários mínimos, também caiu 0,32% em agosto. É o mesmo movimento do IPCA, mas com peso diferente no orçamento doméstico.
Para quem acompanha a série histórica, o dado de agosto recompõe uma trajetória de descompressão. Meses antes, o índice havia subido 0,88% em março, 0,67% em abril e 0,58% em maio, sequência que agora dá lugar a um recuo nominal. O efeito do Bônus de Itaipu, no entanto, é pontual: não se repete automaticamente nos próximos meses.
