A terceira edição do Spaten Fight Night marcou a estreia do judô no evento, e o Brasil saiu com um resultado misto. Na noite de sábado (29), na Arena Pacaembu, em São Paulo, Rafaela Silva venceu a mexicana Prisca Awiti, enquanto Bia Souza foi derrotada pela israelense Raz Hershko. Para quem acompanha o esporte, a noite trouxe um duelo inédito e uma virada de expectativa.
Rafaela Silva foi a primeira a lutar. No peso-meio-médio (63 kg), um confronto inédito entre as duas judocas, a brasileira derrotou a atual vice-campeã olímpica da categoria por waza-ari e yuko. Foi o primeiro encontro entre elas, já que, durante a maior parte da carreira, competiram em categorias diferentes. Rafaela migrou para o peso-meio-médio neste ciclo olímpico, depois de uma trajetória vitoriosa no peso-leve, com o ouro olímpico na Rio-2016 e os títulos mundiais de 2013 e 2022.
Na sequência, Bia Souza enfrentou Raz Hershko. Invicta diante da adversária, a brasileira era favorita, mas acabou derrotada. Antes do embate, as duas haviam se enfrentado seis vezes em competições oficiais, sempre com vitória de Bia. O ponto alto do histórico foi a final do peso-pesado (+78 kg) nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, quando Bia ficou com o ouro ao marcar um waza-ari com o o-soto-gari.
Para o espectador que acompanha o judô, a derrota de Bia Souza é um lembrete de que, no esporte, invencibilidade não é garantia. A estreia da modalidade no Spaten Fight Night, no entanto, amplia o espaço do judô em eventos de luta, o que pode aproximar novos públicos. Vale acompanhar os próximos passos de ambas as atletas, especialmente após um resultado que muda a narrativa de um confronto que parecia definido.
