Rodoviários do Rio e empresários não chegam a acordo em nova audiência
Em nova audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ) nesta semana, rodoviários e empresários do transporte público do Rio de Janeiro não chegaram a acordo. O impasse persiste em torno de reajuste salarial e benefícios, e a categoria pode deflagrar greve. A mediação segue sem avanços concretos, enquanto a população acompanha o desfecho que pode paralisar a cidade.
Impasse trava negociação entre rodoviários e empresários no Rio
A audiência, que reuniu representantes do Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro e do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário do Estado do Rio de Janeiro (Setrans-RJ), terminou sem consenso. As partes não apresentaram propostas que aproximassem as posições.
Segundo o TRT-RJ, a mediação foi conduzida pelo desembargador responsável, mas não houve acordo. O sindicato dos rodoviários reivindica reajuste salarial de 15%, além de melhores condições de trabalho e manutenção de benefícios como vale-refeição e plano de saúde.
Os empresários, por sua vez, alegam dificuldades financeiras do setor, agravadas pela queda de passageiros e pelo aumento de custos operacionais, incluindo combustível e manutenção de frota. A proposta patronal ficou abaixo do esperado pela categoria.
Pontos de conflito na mesa de negociação
Reajuste salarial
O principal ponto de discórdia é o percentual de reajuste. Os rodoviários pedem 15% de aumento, enquanto os empresários ofereceram 5%, com parcelamento. A diferença de 10 pontos percentuais mantém o impasse.
Benefícios em jogo
A categoria também reivindica a manutenção integral do vale-refeição e do plano de saúde, sem coparticipação. Os empresários propõem a redução de custos com benefícios, o que é rejeitado pelo sindicato.
Condições de trabalho
Rodoviários reclamam de jornadas exaustivas e falta de descanso adequado. A pauta inclui pausas obrigatórias e melhores condições nos terminais.
Mediação do TRT e próximos passos
O TRT-RJ convocou nova audiência para os próximos dias, na tentativa de evitar a greve. Caso não haja acordo, a categoria pode deflagrar paralisação, que afetaria milhões de passageiros na capital e região metropolitana.
A Justiça do Trabalho já determinou que, em caso de greve, 70% da frota deve circular nos horários de pico, para garantir o transporte mínimo. A decisão visa equilibrar o direito de greve com a necessidade de mobilidade urbana.
Histórico de negociações no setor
O setor de transporte público no Rio de Janeiro tem histórico de negociações tensas. Em 2024, a categoria já havia ameaçado greve por reajuste salarial, mas acordo foi fechado após mediação do TRT.
Dados do Setrans-RJ indicam que o número de passageiros caiu 30% nos últimos cinco anos, pressionando as finanças das empresas. Já o sindicato dos rodoviários aponta que a inflação acumulada no período supera 20%, corroendo o poder de compra dos trabalhadores.
Impacto para a população carioca
Cerca de 3 milhões de passageiros usam ônibus municipais e intermunicipais diariamente no Rio. Uma greve prolongada pode paralisar a cidade, afetando acesso a trabalho, saúde e educação.
A prefeitura do Rio e o governo do estado acompanham as negociações, mas não têm poder de intervenção direta no dissídio coletivo.
Perguntas Frequentes
Por que rodoviários e empresários não chegaram a acordo?
O principal impasse é o reajuste salarial. Os rodoviários pedem 15% de aumento, enquanto os empresários oferecem 5%.
Qual o papel do TRT na negociação?
O TRT-RJ atua como mediador, convocando audiências de conciliação para tentar evitar a greve.
Quando pode ocorrer a greve dos rodoviários?
A greve pode ser deflagrada caso não haja acordo na próxima audiência marcada pelo TRT.
Quantos passageiros serão afetados por uma greve?
Cerca de 3 milhões de passageiros que usam ônibus municipais e intermunicipais no Rio de Janeiro.
O que diz a Justiça sobre a greve no transporte público?
A Justiça do Trabalho determinou que, em caso de greve, 70% da frota deve circular nos horários de pico.

