O setor de serviços não financeiros ocupou 15,9 milhões de pessoas em 2024, distribuídas entre 1,9 milhão de empresas ativas, segundo a Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os trabalhadores receberam, em média, o equivalente a 2,2 salários mínimos mensais, enquanto as empresas pagaram R$ 644,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações. A receita operacional líquida do setor chegou a R$ 3,5 trilhões, e o valor adicionado à economia foi de R$ 2,1 trilhões.
Entre as atividades analisadas, alimentação foi a principal empregadora, com 11,7% do pessoal ocupado, cerca de 1,9 milhão de pessoas. Na sequência, aparecem serviços técnico-profissionais (11,2%) e serviços de escritório e apoio administrativo (8,3%). No recorte por grandes segmentos, os serviços profissionais, administrativos e complementares concentraram 44,2% dos trabalhadores.
A remuneração média mensal do setor foi de 2,2 salários mínimos em 2024, quando o salário mínimo estava fixado em R$ 1.412. Os serviços de informação e comunicação pagaram a maior média entre os grandes segmentos: 4,5 salários mínimos. Na ponta oposta, os menores salários foram registrados nos serviços prestados principalmente às famílias, nas atividades imobiliárias e nos serviços de manutenção e reparação, com média de 1,5 salário mínimo.
Considerando as atividades individualmente, o transporte dutoviário apresentou a maior remuneração média: 21,1 salários mínimos, mais de três vezes acima do transporte aquaviário (6,9). Segundo o analista da pesquisa Marcelo Miranda, o resultado reflete "exigência de qualificação técnica muito alta e o risco para os trabalhadores da atividade". Já a alimentação, que liderou a ocupação, pagou média de 1,4 salário mínimo.
Na distribuição regional, São Paulo respondeu por 43,5% da receita bruta nacional, seguido por Rio de Janeiro (10,1%) e Minas Gerais (8,5%). O Sudeste gerou 63,7% do total, com remuneração média de 2,5 salários mínimos, contra 1,6 no Nordeste.
O IBGE informou mudanças metodológicas na PAS, incluindo a substituição da Rais pelo eSocial e novo critério para exclusão de empresas inativas, o que quebrou a série histórica. Os resultados de 2024 servem de referência para a nova série. dados do IBGE sobre mercado de trabalho
