Telemedicina pode reduzir custo por paciente de R$ 220 para R$ 66 em Goiânia, diz secretário
A telemedicina pode reduzir o custo por paciente de R$ 220 para R$ 66 em Goiânia, segundo estimativa do secretário municipal de Saúde. A informação foi divulgada pelo titular da pasta, que também projeta que o sistema deve ajudar a reduzir filas e desafogar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital goiana.
Como a telemedicina chega a Goiânia
A estimativa do secretário aponta que a adoção da telemedicina no município pode representar uma queda expressiva no custo médio por atendimento. De R$ 220, o valor cairia para R$ 66, uma redução de cerca de 70%. O cálculo considera o custo operacional atual das UPAs e a projeção com a incorporação de consultas remotas.
O secretário não detalhou o cronograma de implantação nem as etapas do projeto, mas afirmou que a medida deve beneficiar diretamente a população que depende do sistema público de saúde. A telemedicina permitiria que pacientes com quadros de menor complexidade fossem atendidos à distância, liberando vagas nas emergências para casos mais graves.
Impacto nas UPAs e nas filas
Além da economia, o secretário afirmou que a telemedicina deve ajudar a reduzir filas e desafogar as UPAs. As Unidades de Pronto Atendimento de Goiânia enfrentam superlotação frequente, com pacientes aguardando horas por um atendimento. Com a triagem remota, parte desses pacientes poderia ser direcionada a consultas virtuais, sem necessidade de deslocamento até a unidade.
A estimativa é que o sistema também deve ajudar a reduzir filas, um dos gargalos históricos da saúde pública municipal. A medida, segundo o secretário, pode reorganizar o fluxo de pacientes e melhorar o tempo de resposta para quem realmente precisa de atendimento presencial.
Experiência de outras cidades
A utilização da telemedicina como ferramenta de redução de custos e de filas não é inédita no Brasil. Em outras capitais, programas semelhantes já foram implementados com resultados positivos. Em Goiânia, a proposta segue a mesma lógica: atender mais pessoas com menos recursos, mantendo a qualidade do serviço.
O secretário não citou exemplos específicos de outras localidades, mas a tendência nacional de digitalização da saúde pública tem ganhado força desde a pandemia de covid-19. A telemedicina, antes restrita a nichos, passou a ser vista como alternativa viável para desafogar sistemas sobrecarregados.
Desafios da implantação
Apesar da estimativa otimista, a implantação da telemedicina em Goiânia enfrenta desafios. O secretário não detalhou quais são os obstáculos, mas especialistas apontam que a infraestrutura de internet, o treinamento de profissionais e a adesão da população são pontos críticos. Sem acesso estável à rede, o atendimento remoto pode ser inviável em regiões periféricas.
Outro ponto é a regulamentação. A telemedicina no Brasil é regida por normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), que estabelecem critérios para consultas virtuais. O secretário não mencionou se o município já está alinhado a essas regras, mas a adequação é pré-requisito para qualquer programa público.
O papel do secretário na divulgação
A estimativa foi divulgada pelo próprio secretário municipal de Saúde de Goiânia, que falou à imprensa sobre os planos da pasta. Ele não deu detalhes sobre prazos, investimentos ou parcerias, mas reforçou que a telemedicina é uma prioridade da gestão. A fala do secretário é a única fonte da informação, e não há, até o momento, dados oficiais da prefeitura ou de órgãos de controle que confirmem os números.
O secretário também não especificou se o valor de R$ 220 por paciente é uma média atual do sistema ou uma projeção baseada em modelos de outras cidades. A estimativa de R$ 66, por sua vez, pode variar conforme o tipo de atendimento e a complexidade do caso.
Telemedicina e saúde pública
A redução de custo por paciente de R$ 220 para R$ 66 representa uma economia potencial de R$ 154 por atendimento. Se aplicada a milhares de consultas mensais, o impacto no orçamento da saúde municipal pode ser significativo. O secretário não apresentou, no entanto, uma projeção de economia total nem o número de pacientes que seriam atendidos por telemedicina.
A medida também pode liberar recursos para outras áreas da saúde, como a compra de medicamentos, a manutenção de equipamentos e a contratação de profissionais. A telemedicina, nesse sentido, não é apenas uma ferramenta de eficiência, mas uma estratégia de gestão.
O que falta para a telemedicina sair do papel
Para que a estimativa do secretário se concretize, Goiânia precisa avançar em pelo menos três frentes: infraestrutura tecnológica, capacitação de equipes e campanhas de adesão da população. O secretário não informou se esses passos já estão em andamento.
A prefeitura também pode buscar parcerias com universidades, hospitais e empresas de tecnologia para viabilizar o projeto. Em outras cidades, a telemedicina foi implementada com apoio de instituições de ensino e de startups de saúde digital. Goiânia, como polo universitário e tecnológico do Centro-Oeste, tem potencial para replicar esse modelo.
Telemedicina e o futuro da saúde em Goiânia
A estimativa do secretário coloca a telemedicina como peça-chave na reorganização da saúde pública de Goiânia. A redução de custos e o desafogamento das UPAs são metas ambiciosas, mas que dependem de execução cuidadosa. O secretário não deu prazos, mas a sinalização é clara: a capital goiana quer entrar na rota da digitalização da saúde.
Enquanto isso, a população aguarda medidas concretas. A fila nas UPAs e o custo elevado dos atendimentos são problemas antigos, e a telemedicina aparece como uma das respostas possíveis. Resta saber se a estimativa de R$ 66 por paciente se confirmará na prática.
Perguntas Frequentes
A telemedicina já está funcionando em Goiânia?
Não há confirmação oficial de que o sistema já esteja em operação. O secretário municipal de Saúde divulgou a estimativa, mas não informou prazos para implantação.
Qual a economia estimada por atendimento?
Segundo o secretário, o custo por paciente pode cair de R$ 220 para R$ 66, uma redução de R$ 154 por consulta.
A telemedicina vai substituir as consultas presenciais?
Não. A proposta é que a telemedicina atenda casos de menor complexidade, liberando as UPAs para emergências. Consultas presenciais continuam necessárias.
Quem divulgou a estimativa?
A estimativa foi divulgada pelo secretário municipal de Saúde de Goiânia, em entrevista à imprensa.
A telemedicina pode reduzir filas nas UPAs?
Sim. Segundo o secretário, o sistema deve ajudar a reduzir filas e desafogar as Unidades de Pronto Atendimento.
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