Trump ordena nona onda de ataques contra bases militares do Irã
O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) informou que realizou uma nova ofensiva contra alvos militares no Irã. A ação, a nona onda de ataques ordenada pelo presidente Donald Trump, foi divulgada em nota oficial e repercutida pelo portal O Norte de Goiás.
O que está no depósito também é história. Cada onda de ataques registra um capítulo da relação entre Estados Unidos e Irã, marcada por décadas de tensão. A nona onda não surge do nada: ela responde a uma escalada que começou muito antes, em gestos e contra-gestos que envolvem sanções, acordos nucleares e movimentações no tabuleiro geopolítico do Oriente Médio.
O que é o CENTCOM e seu papel na ofensiva
O CENTCOM é o comando unificado das forças armadas dos EUA responsável por operações no Oriente Médio, norte da África e Ásia Central. Foi criado em 1983 e tem sede na Base Aérea de MacDill, na Flórida. Sua atuação cobre 20 países, incluindo o Irã.
A nona onda de ataques foi conduzida sob sua coordenação, segundo a nota oficial. O comando não detalhou o número exato de alvos atingidos nem o tipo de armamento empregado, limitando-se a informar que se tratava de alvos militares.
Histórico das ondas de ataques contra o Irã
Desde que assumiu o segundo mandato, Trump intensificou a pressão militar sobre o Irã. As ondas anteriores de ataques, realizadas entre janeiro e maio de 2026, miraram instalações da Guarda Revolucionária Islâmica, bases de mísseis e centros de comando.
A primeira onda, em janeiro, atingiu depósitos de combustível de mísseis. A segunda, em fevereiro, focou em radares de defesa aérea. A terceira, em março, destruiu hangares de drones. As ondas seguintes alternaram alvos navais e terrestres.
A nona onda, portanto, insere-se numa sequência que o governo americano justifica como resposta a supostas violações do acordo nuclear de 2015, do qual Trump retirou os EUA em 2018. O Irã nega as acusações e acusa Washington de agressão.
Reação do Irã e da comunidade internacional
Até a publicação da nota do CENTCOM, o Irã não havia se manifestado oficialmente sobre a nona onda. Em ondas anteriores, Teerã respondeu com disparos de mísseis contra bases americanas no Iraque e na Síria, além de ataques cibernéticos a portos e usinas dos EUA.
A comunidade internacional acompanha a escalada com cautela. A União Europeia pediu moderação. A Rússia condenou os ataques. A China, principal compradora de petróleo iraniano, pediu diálogo.
Impacto nos civis e na infraestrutura do Irã
A nota do CENTCOM não menciona vítimas civis. Em ondas anteriores, organizações de direitos humanos relataram dezenas de mortos, incluindo não combatentes. A infraestrutura energética do Irã, embora não seja alvo declarado, sofre danos colaterais quando ataques atingem refinarias próximas a bases militares.
O governo iraniano afirma que os ataques violam o direito internacional e promete retaliação. A população local, especialmente em províncias como Khuzistão e Hormozgan, convive com cortes de energia e deslocamento forçado.
Contexto geopolítico: a relação EUA-Irã em 2026
A tensão entre os dois países remonta à Revolução Iraniana de 1979. Desde então, sanções econômicas, ameaças mútuas e ataques pontuais marcam a relação. O acordo nuclear de 2015 (JCPOA) trouxe alívio temporário, mas a saída americana em 2018 reacendeu o conflito.
Trump, que já havia ordenado o assassinato do general Qasem Soleimani em 2020, tornou a política de máxima pressão o centro de sua estratégia. O Irã, por sua vez, enriqueceu urânio a níveis próximos ao grau militar e expandiu seu programa de mísseis balísticos.
A nona onda de ataques ocorre num momento em que o Irã testa novos mísseis hipersônicos, capazes de atingir Israel e bases americanas no Golfo. O CENTCOM, em nota, afirmou que a operação visava "reduzir a capacidade iraniana de projetar força na região".
O que esperar das próximas semanas
Analistas militares consultados por veículos internacionais apontam que a nona onda pode não ser a última. O governo Trump sinalizou que continuará os ataques até que o Irã negocie um novo acordo nuclear com termos mais duros.
O Irã, porém, resiste. O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, classificou as ondas anteriores como "atos de barbárie" e prometeu responder à altura. A possibilidade de um conflito direto entre os dois países, embora remota, cresce a cada nova ofensiva.
Onde acompanhar a cobertura
A situação no Oriente Médio muda rapidamente. Para quem quer entender o impacto da nona onda de ataques, recomenda-se acompanhar fontes oficiais como o site do CENTCOM e veículos de imprensa especializados em geopolítica, como O Norte de Goiás, que publicou a notícia em primeira mão.
Toda obra de hoje responde a uma de ontem. A nona onda de ataques contra o Irã é o desdobramento de uma história que começou em 1979 e que, a cada capítulo, redefine o equilíbrio de poder no Oriente Médio.
Perguntas Frequentes
Quantas ondas de ataques Trump já ordenou contra o Irã?
Segundo a nota do CENTCOM, a nona onda foi realizada, totalizando nove ofensivas desde janeiro de 2026.
O que é o CENTCOM?
É o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos, responsável por operações militares no Oriente Médio, norte da África e Ásia Central.
O Irã respondeu à nona onda?
Até a publicação da nota, o Irã não havia se manifestado oficialmente sobre a nona onda de ataques.
Houve vítimas civis?
A nota do CENTCOM não menciona vítimas civis. Em ondas anteriores, organizações de direitos humanos relataram mortes de não combatentes.
Qual o objetivo dos ataques?
O CENTCOM afirmou que a operação visa reduzir a capacidade iraniana de projetar força militar na região.
