Antônio Carlos Nunes de Lima, o Coronel Nunes, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, morreu neste domingo (13). A informação foi confirmada pela reportagem original. Nunes também presidiu a Federação Paraense de Futebol e ocupou cargos de direção no Paysandu, clube do Pará.
A morte de um dirigente que circulou pelos dois polos do futebol brasileiro, a cúpula da CBF e a base paraense, reacende a pergunta que o torcedor faz sempre que um nome do alto escalão do esporte sai de cena: quem herda o poder e o que isso muda na mesa de decisões. Não há, até aqui, informação sobre substituto ou sobre a sucessão nos cargos que Nunes ocupou.
O Paysandu pediu à CBF um minuto de silêncio em homenagem ao ex-dirigente antes da partida contra a Ferroviária, pela Série C do Brasileiro. O gesto é protocolo comum no futebol, mas ganha peso quando o homenageado tem história no clube que o pede: Nunes dirigiu o Paysandu antes de chegar à federação estadual e, depois, à confederação nacional.
A trajetória de Nunes desenha uma rota típica do dirigismo esportivo brasileiro: começa no clube local, passa pela federação estadual e desemboca na entidade máxima. Cada salto amplia o raio de influência sobre calendário, arbitragem e repasses. É nesse ponto que a morte de um ex-presidente da CBF deixa de ser apenas nota de pesar e vira pergunta sobre quem senta nas cadeiras que ele ocupou.
Não há, na fonte, detalhes sobre causa da morte, local do falecimento ou idade de Nunes. Também não há informação sobre velório, enterro ou manifestações oficiais de outras entidades. O que existe é o registro do falecimento, a passagem por CBF, Federação Paraense e Paysandu, e o pedido de homenagem antes do jogo contra a Ferroviária.
Para o torcedor, o impacto imediato é simbólico: um minuto de silêncio antes da bola rolar. Para o bastidor, o efeito é mais lento e menos visível. Cargos de direção em clubes e federações raramente ficam vagos por muito tempo, mas a transição depende de acordos que não se resolvem em campo. Nunes deixa uma lacuna em três instâncias diferentes do futebol brasileiro, e cada uma tem sua própria lógica de poder.
O jogo entre Paysandu e Ferroviária, pela Série C, segue com a homenagem pedida pelo clube paraense. É o tipo de gesto que a fonte registra e que o torcedor vê antes do apito inicial, sem saber ainda o que vem depois nos bastidores.
