A Polícia Federal informou ter encaminhado, neste domingo (13), as informações solicitadas pelo presidente do STF, Edson Fachin, sobre o estado do material extraído do aparelho celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Segundo a PF, o material original permanece integralmente dentro da cadeia de custódia da corporação, com os respectivos lacres íntegros e mecanismos de verificação de integridade digital. A PF também confirmou que a cópia dos dados extraídos encaminhada ao gabinete do ministro André Mendonça, em março deste ano, não corresponde ao material original, que jamais deixou a custódia da instituição.
Ainda em esclarecimento a Fachin, a PF disse ter se colocado à disposição do Supremo para qualquer esclarecimento e para eventual verificação da integridade do conteúdo.
O que está no depósito também é história, e neste caso a cadeia de custódia funciona como a ficha de acervo de um museu: sem ela, o objeto perde valor probatório.
A cronologia do pedido e da resposta
A resposta da PF veio depois de Fachin ter dado 24 horas, no sábado (12), para que a corporação relatasse o estado do material extraído do celular de Vorcaro. A determinação atendia a solicitação da Procuradoria-Geral da República e dos ministros do STF Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, que pediram a cópia integral da mídia que armazena o conteúdo.
Todos pedem acesso ao conteúdo do celular antes da sessão extraordinária marcada para a próxima terça-feira (15). Na ocasião, os ministros vão avaliar o pedido de investigação contra um dos ministros, Alexandre de Moraes, por suposta relação com Vorcaro, depois que vieram a público mensagens trocadas entre eles.
O que ainda está marcado no plenário
Fachin marcou para 23 de setembro a sessão em que o plenário vai analisar o pedido de investigação contra o ministro André Mendonça, por suposta falta de imparcialidade, direcionamento seletivo de investigações e irregularidades em negociação de delações.
A íntegra das informações prestadas pela PF e o desdobramento das sessões podem ser acompanhados no portal do STF e nos autos públicos do caso. STF e o julgamento de setembro
