A Procuradoria-Geral da República (PGR) voltou a insistir que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham acesso à íntegra do conteúdo extraído do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O pedido foi enviado ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, e deve ser analisado antes da sessão marcada para a próxima terça-feira (15).
A manifestação é assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, pelo vice-PGR, Hindemburgo Chateaubriand Filho, e pelos subprocuradores-gerais Antônio Edílio Magalhães Teixeira e André de Carvalho Ramos. No documento, a PGR afirma que "parece relevante" que todos os ministros tenham acesso à integralidade dos dados, "sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa".
O reforço ocorre após o ministro André Mendonça, responsável pelo caso do Banco Master, dizer que não tem como fornecer os dados. Na sexta-feira, a PGR já havia enviado uma manifestação, e o próprio Fachin determinou o compartilhamento do conteúdo. Agora, a Procuradoria pressiona para que a medida seja cumprida antes do encontro dos ministros.
Além de Fachin, os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes também pediram acesso aos dados coletados pela Polícia Federal (PF) no celular de Vorcaro. A sessão de terça-feira vai analisar a relação de Moraes com o ex-banqueiro. Moraes foi investigado a pedido de Mendonça, que derrubou o sigilo do caso e tornou públicas as mensagens trocadas entre os dois.
Indícios mostram que Mendonça também teve uma relação com Daniel Vorcaro. Outro citado é o próprio procurador-geral, Paulo Gonet. Esses acontecimentos levaram o STF a uma crise sem precedentes, segundo a fonte.
A íntegra dos dados do celular de Vorcaro pode esclarecer os vínculos entre as autoridades citadas. A decisão sobre o acesso integral cabe ao presidente do STF, Edson Fachin, que já determinou o compartilhamento anteriormente. O caso segue sob análise da Corte, sem previsão de novo pronunciamento oficial até a sessão de terça-feira.
caso Banco Master no STF
