O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou nesta quinta-feira (10) a expulsão de Julio Casares. Foram 224 votos a favor da recomendação da Comissão de Ética, dois contra e cinco abstenções. Com a decisão, o ex-presidente não faz mais parte do quadro associativo do clube.
A votação começou na quarta (9) e ocorreu de forma online e presencial, com voto secreto. A Comissão de Ética havia recomendado por unanimidade a expulsão do dirigente.
O que pesa contra Casares
A decisão se baseia na acusação de gestão temerária durante o mandato de Casares, de 2021 a 2026. Ele renunciou ao cargo em janeiro, depois que o Conselho Deliberativo aprovou seu impeachment. O afastamento definitivo ainda precisava passar pelos sócios do clube.
Casares é investigado pelo Ministério Público, que apura saques dos cofres do São Paulo no valor de R$ 7 milhões atribuídos ao dirigente, além de gastos no cartão corporativo de aproximadamente R$ 1 milhão.
Defesa reage e nega acusações
O ex-presidente nega as acusações. Em nota, a defesa de Casares se disse perplexa com a expulsão. O texto é assinado pelos advogados Daniel Bialski, Bruno Borragine, André Bialski e Bruna Luppi.
"A defesa de Julio Casares, exercida pelos advogados Daniel Bialski, Bruno Borragine, André Bialski e Bruna Luppi, externa sua perplexidade e espanto com o abusivo desfecho do procedimento do São Paulo Futebol Clube, que, para além de cercear o exercício defensivo, mediante a inviabilização da disponibilização e produção dos elementos probatórios que desmistificam as ilações atribuídas a Julio Casares, se pautou em cunho eminentemente político, com ares de perseguição", diz trecho do comunicado.
A defesa reiterou a lisura e regularidade da atuação de Casares junto ao São Paulo e sua confiança de que, no momento oportuno, será reconhecida pelas autoridades judiciárias.
O Conselho informou ainda que foram aprovados o ressarcimento integral aos cofres do clube dos valores que vierem a ser apurados e as demais consequências estatutárias decorrentes da eliminação. O valor da indenização será definido pelo Departamento Financeiro e submetido à análise e à validação do Conselho Fiscal.
