A abertura do Fórum de Madrid, em Santiago, no Chile, terminou em confusão na noite desta quinta-feira. Do lado de fora do evento, que reúne os principais líderes da extrema direita internacional, milhares de manifestantes se aglomeraram para protestar. O confronto com a polícia começou quando as autoridades usaram canhões de água para dispersar a multidão, que incluía estudantes, mulheres e organizações sociais.
Entre os nomes esperados como figuras centrais do encontro estão o presidente chileno, José Antonio Kast, e o presidente da Argentina, Javier Milei. A expectativa é que ambos participem dos painéis principais do fórum, que segue até sábado.
A cena em Santiago lembra o que a noite cultural chilena vive com frequência: a rua como palco de tensão. Quem acompanha a movimentação política no país sabe que a Praça da Cidadania, diante do palácio presidencial, virou ponto de encontro de protestos nos últimos anos. Desta vez, o alvo era o fórum que traz ao país nomes como o líder do Vox espanhol, Santiago Abascal, e o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, ambos citados na programação oficial.
A polícia não informou o número de detidos nem de feridos no confronto. A organização do evento também não se pronunciou sobre os protestos até o fechamento desta edição. A cidade segue em alerta, com reforço no policiamento nas áreas próximas ao centro de convenções onde ocorre o fórum.
Para quem acompanha a cena política e cultural da capital chilena, a noite deixou uma leitura clara: a extrema direita pode ter trazido seus líderes, mas a rua respondeu com sua própria voz. O Fórum de Madrid, que já passou por Madri e Buenos Aires, agora testa sua capacidade de dialogar com uma sociedade que não aceita calada a agenda que representa. Fórum de Madrid na Argentina Protestos na América Latina
