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Reforma Tributária e Nova Escolha Empresarial em 2027

ResumoA Reforma Tributária de 2027 altera a escolha do regime para pequenas empresas no Brasil. A decisão entre Simples Nacional e lucro presumido passa a considerar créditos de PIS/Cofins, impacto nos preços finais e fluxo de caixa. A nova sistemática exige análise comparativa de custos tributários totais para cada operação empresarial.

A partir de 2027, a reforma tributária muda a escolha do regime para pequenas empresas. Créditos, preços e fluxo de caixa entram na decisão.

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Reforma Tributária e Nova Escolha Empresarial em 2027
Reforma Tributária e Nova Escolha Empresarial em 2027Foto: Reprodução · Catavento

A reforma tributária começa a mudar, a partir de 2027, a forma como pequenas empresas escolhem seu regime de tributação. Com a entrada da CBS e a transição do IBS, a decisão deixa de olhar apenas para a carga tributária. Segundo o advogado tributarista Gabriel Santana Vieira, o perfil dos clientes, a geração de créditos, a formação de preços, a margem e o fluxo de caixa entram na análise.

PIS e Cofins serão extintos e substituídos pela CBS, enquanto o IBS estará em transição. Uma das novidades: empresas do Simples poderão permanecer no regime para os demais tributos, mas optar pela apuração regular de IBS e CBS, fora do DAS. "O Simples deixará de ser uma solução automática para todos os pequenos negócios", afirma Vieira.

O impacto tende a ser maior para quem vende para outras empresas. No B2B, o crédito tributário do comprador pode influenciar o custo efetivo e a escolha do fornecedor. Prestadores de tecnologia, consultoria, segurança, engenharia, atacadistas e distribuidores precisarão observar essa relação.

Na prática, três caminhos se abrem: permanecer integralmente no Simples; continuar no regime simplificado, mas recolher IBS e CBS pelo regime regular; ou avaliar outro regime. Não há resposta única. A formação de preços ganha peso: propostas com valores semelhantes podem representar custos diferentes para o comprador, conforme o crédito associado.

O fluxo de caixa também exige atenção. O split payment, previsto no novo sistema, poderá alterar a forma e o momento do recolhimento. Para 2027, a preparação inclui mapear vendas B2B e B2C, revisar a classificação fiscal e simular alternativas. Contratos de médio e longo prazo e sistemas de gestão precisam acompanhar as exigências.

Apesar das mudanças, o Simples permanece e pode continuar vantajoso para muitos. "A principal mudança é de estratégia", frisa Gabriel. Em 2027, escolher olhando apenas para o imposto pode significar ignorar o impacto sobre o negócio.

Lúcia Hartmann Veloso
Sobre o autor · Cronista de Música e Cena Cultural

Anda show e bar de jazz, escreve sobre música ao vivo e a cena que a cerca.

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